Pombos urbanos, esses miseráveis patifes
Já repararam que, quando andamos a vaguear pela natureza, tudo para nós é belo, puro, está no seu perfeito lugar, os pardais chilreiam, as bostas dos animais cheiram bem, etc, etc...
Já na cidade, a coisa muda de figura. Se há coisa que me irrita solenemente, é o produto resultante da digestão dos pombos. O excremento levemente esverdeado, levemente esbranquiçado, levemente acastanhado, que estas aves disparam sobre os mais incautos.
O pior é quando os disparam sobre os automóveis. Este tipo de excremento contém umas das substâncias mais corrosivas conhecidas, a amónia, ou amoníaco, numa percentagem verdadeiramente hostil para a pintura dos nossos queridos carrinhos.
Na minha rua, o caso é desesperante. Vivo numa zona com uma grande percentagem de moradores idosos. E estes moradores, já em fim de vida, não arranjam mais nada para fazer (quando não estão a ver as novelas, o bigbrother e afins) do que atirar milho para a rua, para os pombos. Até podem julgar que estão a fazer uma boa acção, mas, que raio, que culpa é que eu tenho? Só tenho pena é dos bichos, que de vez em quando, vêm o seu número diminuir por tentativas bem sucedidas de atropelamento.
Por favor, vão dar milho aos pombos para os parques, que são locais bem mais adequados para esse desporto, e deixem o meu carro em paz, pois tenho bem mais que fazer do que andar a lavá-lo dia sim dia não.