Arquivo Cafeína

Conduzir em Lisboa

Pedro Leitão 'Calexico' — 19.02.2001

Para fazer jus a uma das opções da votação que está em curso aqui no Cafeína, publico este artigo, que salvo erro, encontrei no Jornal de Notícias.
Leiam e riam, ou chorem, conforme o caso.

«Estava eu a reflectir sobre a razão para a liderança portuguesa da sinistralidade rodoviária, quando encontrei um papel amarrotado no chão que fez luz sobre o assunto. Li, analisei e garanto: qualquer semelhança com a realidade não será pura coincidência...

Reza assim: "Saí de manhã e...azar do caraças! Bicha logo à porta de casa? Lá vai passeio, as senhoras com os meninos que se aguentem à bomboca... E o que é que eu tenho a ver com o atraso? Bem basta o telemóvel já a tocar... Sim, diz lá... A reunião das 10, eu sei, mas o trânsito hoje está demais... Pera aí, que está
um polícia ali... Eh pá, que já estava na contra-mão!".
E sigo. Ou melhor, isso queria eu! Deve dar para encostar aqui em segunda fila e ir tomar o pequeno almoço. Para que é que está a apitar? Passa por cima!... Então, uma pessoa tem de se alimentar. Onde é que ia parar o carro? Francamente!
Já na Segunda Circular: "Ó velhinho, vai mas é para casa, que eu finto-te pela direita. Estes domingueiros... Ainda para mais a dizer que o limite é 90. Atão, anda um homem a esmifrar-se para pagar uma pipa de massa por uma máquina destas para andar a 90?... Estás-te a passar! Tá na hora da reunião!". O que vale é que na paragem de autocarro há sempre lugar! Não estavam à espera que eu pagasse parquímetro, pois não? Então, os "gafanhotos verdes" é que mandam? E, por acaso, vem algum mal ao mundo por não pagar? O problema das nossas estradas é que é só "tansos"... "Mainada", como diria alguém.»

Palavras para quê? É um condutor lisboeta, pois claro...

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