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Fantasporto (parte II)

Eduardo Morais 'NiceGuyEddie' — 03.03.2001

Quando escrevi o primeiro artigo sobre o Fantasporto deste ano estava optimista, no entanto os três últimos filmes que vi parecem ser dos piores entre os piores, e devido a tão manifesta falta de sorte desisti de ver mais filmes no Festival, preferindo ir ver um filme realmente bom, como podem ver o artigo que escrevi logo a seguir a este.

24hrs in London: Londres no futuro é exactamente igual ao presente, excepto nos polícias que usam uniformes mais 'estilosos' e são pura carne para canhão. Mesmo para quem não entenda o sotaque 'cockney' deste filme sem legendas, a história é simples: Há uma testemunha a eliminar, os polícias têm que a proteger dos assassinos. Morrem uns 500 polícias 'standard' e burros. Aumentar nível de dificuldade dos assassinos. Repetir. Tudo isto feito num estilo o mais sangrento e nojento possível. Se o filme tivesse o Schwarzenegger ninguém estranhava. Nota: [ D ]

Gunblast Vodka é tal como o anterior, mas passa-se na actualidade em Wroclaw, Polónia, e com a ligeira diferença de consistir no salvamento de modelos raptadas para fazer filmes 'snuff' (portanto, eventualmente prestes a morrer). Acaba por ser mais engraçado ao juntar um polícia meio chuleco local com um americano-israelita que parece o Van Damme, tendo em tentativas de sentido de humor (falhadas) o que o anterior tinha em sangue. O facto de pôr actores franceses a falar inglês não ajuda mesmo nada. Repete-se o [ D ]

Akasha. Gostava de começar falando sobre um jogo de computador que existia para o Commodore Amiga, de nome International Rugby Challenge, considerado pela crítica o pior de sempre (mimado com notas tipo '0%'), e motivo de chacota na imprensa especializada durante anos. 'Akasha' é o filme que, tal como o jogo, re-estabelece o padrão para o Mau. É um filme portuense, que se procurou governar à custa do sucesso que 'Kuzz' (esse um filme divertido) teve no Fantas anterior. Pois claro, tudo o que se sabia sobre o filme, era um "é estilo o Kuzz" de origem desconhecida. Afixar cartazes a dizer "Sessão especial a pedido do público" foi certamente um brutal acto de cinismo por parte da organização do Fantas, e daí o meu boicote ao resto do Festival. Nem vale a pena falar do filme em si, parece uma mistura duma emissão do Big Brother com uma treta qualquer sobre bruxaria. Isto quando se entende o que as pessoas dizem. A moral da história, obviamente não intencional, só pode ser dita em inglês: Don't believe the hype. E a nota, de A (melhor) a E (pior), é um distinto [ F- ]

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