Pasta de papel
Ultimamente tem-se dado uma espécie de 'boom' de novas publicações em Portugal. A Lux parece decidida a tornar-se líder de mercado nos consultórios de médicos e dentistas com duas novas publicações, a Lux Deco (como li algures, 'casas feias para gente bonita'?), e a Lux Woman, para mulheres (quem é que comprava a Lux normal, hemafroditas?).
Mas não é só de produção nacional que se faz este 'boom'. Não, a maior parte reside em revistas estrangeiras mal traduzidas, se traduzidas. Temos a GQ, aquela com o Luís 'pelos de chimpanzé' Figo na capa. Temos a Men's Health, que ensina homens a escovar os dentes. Se se chamasse 'A Saúde dos Homens' ninguém comprava, assim esgota.
Finalmente, aquela cujos 'billboards' causam acidentes, que muitas discussões há de criar entre namorados - a Maxim, a 'revista que tem tudo que os homens gostam', a saber mulheres/sexo, carros, copos e futebol. Não discordo, mas porque será que os homens se sentem mais à vontade para comprar esta, apresentando uma boazona semi-nua na capa, do que a Playboy, que apresenta uma boazona semi-nua na capa? Será que por falar de carros e futebol tem uma certa aura intelectual? E quanto às mulheres que desaprovam, basta ver a Cosmopolitan, elas também têm boazonas semi-nuas nas capas das suas revistas!