Desporto rei
Já sabemos que conduzir em Portugal pode ser um hobby perigoso. O que mais me irrita são aquelas colagens a 30cm, para nos pressionar a mudar de faixa. O que fazer numa situação destas? Mudar de faixa à doida, só porque o Ex.mo Sr. Condutor que vem atrás quer passar? Entrar em pânico? Nada disso. Muito simples: É nestas alturas que o farol de nevoeiro traseiro dá jeito. Basta acendê-lo por uns segundos e pregar um cagaço no Ex.mo Sr. Condutor.
Não se esquecerá tão cedo do susto que apanhou. Claro que isto pode provocar um acidente de proporções consideráveis, mas estes irresponsáveis com carta de condução têm que aprender, a bem ou a mal.
Uma das novas medidas interessantes do governo para combater a sinistralidade nas estradas, é a redução da taxa mínima de álcool no sangue permitida de 0,5 para 0,2. Mas onde é que isto vai resolver alguma coisa? Porque não 0,1? Ou mesmo 0,0? Porque não proibir terminantemente qualquer percentagem de álcool no sangue? Mas quem é que eles querem enganar? É o mesmo que dizer: - "Ninguém está proibido de beber quando vai conduzir, mas de qualquer maneira basta que beba meio copo de cerveja para passar dos 0,2. Eheh. Mais dinheirinho a entrar nos cofres..." É ridículo. Esta medida não contribui em nada para educar os condutores portugueses.
Outra. Esta nova da velocidade média nas auto-estradas. Não é necessário pensar muito para se perceber que vai funcionar ao contrário, exemplo: raciocínio do "acelera" típico: - "Ai agora fazem uma média é? Fixe, assim é da maneira que vou levar o meu pópó aos 220 num Porto-Lisboa/Lisboa-Porto, e assim posso queimar duas horas a almoçar/jantar calmamente na útlima bomba antes da portagem, e fumar um cigarrinho". É claro que esta medida só vai fazer aumentar a velocidade de cruzeiro dos condutores mais agressivos. Os outros vão apanhar grandes sustos nas auto-estradas. Bonito.