O Grande Irmão, parte II
Confesso... vi o "Big Brother", foi mais forte do que eu, além disso para emitir o que quer que fosse tinha de ver a "novela real" com os meus próprios olhos. E do que vi bastou-me para saber que aquilo de real não tem nada, como é que doze pessoas podem agir normalmente quando sabem que estão a ser vigiadas por vinte e tal câmaras e que ao "portarem-se bem" fazerem e dizerem tudo o que o "Zé Pagode" gosta, até podem ganhar 20 mil contos? Mais, até já sei quem vai ganhar, o tal de Barrancos que é trolha, o pessoal vai todo pensar: "Coitadinho, é pobre precisa do dinheiro, é feio por isso não vai engatar ninguém... etc".
Outro facto curioso é que quase todos os concorrentes vêm da região norte, não sei se devo ter vergonha ou não... bem, o melhor é esperar para ver o desenrolar da situação. Não vou bater com o pé no chão e dizer que não vou ver, acho que toda a gente deve dar uma vista de olhos para ver até onde chega a insanidade humana, tanto das doze pessoas que durante quatro meses irão fingir hábitos, sentimentos, gostos, convém não esquecer que há muito dinheiro envolvido, a "novela real" só vende se houver pau entre as mulheres por um homem ou vice versa, se o não sei quê se apaixona pela não sei quantas, se a tal que é casada e tem 30 anos trair o marido com o rapaz de 19 anos, nem que tudo seja forjado, o realizador assim quer, o público exige-o. Em parte percebo, entre uma telenovela brasileira ou portuguesa e o "Big Brother", que venha o diabo e escolha.