Menos bófia
Enquanto ouço uns mp3 de Monolake (cortesia audiogalaxy), penso num grafitti estúpido que li ontem perto da entrada do bar 'Lounge'. Dizia: Menos Bófia = Melhor Droga. Ok. Vamos esquecer a parte 'Melhor Droga'. Ficamos com 'Menos Bófia' apenas. E isto sim, até tem uma certa piada.
Pensei imediatamente nas reivindicações do povo, quando exige 'Mais Policiamento', 'Mais Segurança', etc. Tudo válido, obviamente, mas a frase 'Menos Bófia' não deixa de ter o seu lado satírico. Sim, até eu por vezes penso assim. Quando me andam a chatear com multas idiotas, às 3 da manhã, quando me multam por excesso de velocidade na Av. da Índia (onde ninguém, nem mesmo os carros patrulha, circula a 50km/h), quando vejo automobilistas executarem manobras altamente perigosas mesmo nas barbas da 'bófia', quando a hipocrisia tem limites, resumindo. Aí penso muitas vezes: 'Menos Bófia' ou 'Não Nos Chateiem', etc. Eu sei que soa infantil, e eu até me considero um cidadão informado e minimamente instruído.
Agora pensemos assim: Onde é que fazem mais falta elementos da polícia? Nos bairros problemáticos, claro. Como por exemplo no '5 de Maio', 'Pedreira dos Húngaros', 'Damaia', 'Massamá', e em muitos bairros de lata espalhados pelos arredores da capital. Acontece que a 'bófia' tem medo. Ora bem, também eu teria. Os/As polícias têm mulher/marido e filhos, têm muito a perder, não arriscam. Como resolver então o assunto?
Proponho então a seguinte estratégia: Peguem em elementos do Exército, que normalmente andam por aí a coçar as virilhas, a passear os jipes e em treinos porreiros. Dêm-lhes umas armas de grande calibre e coloquem-os a patrulhar de jipe ou de chaimite (assim já podiam justificar o caro material) essas zonas socialmente problemáticas. Aposto que impunham muito mais respeito que as forças policiais, coitadinhas. O exército tem também menos a perder do que a polícia (muitos deles não têm mulher/marido e filhos), apenas a vida. Perdoem-me o 'apenas', eu sei que a vida é o mais importante. Mas vocês decerto perceberam.
Esqueci-me da GNR? Não, não esqueci. Costuma-se dizer: 'Há três maneiras de se fazer uma coisa: a maneira certa, a maneira errada e a maneira do exército'. Eu penso que em portugal seja assim: 'Há a maneira certa, a maneira da GNR e a maneira do exército'. Esqueçam a GNR.