Futilidade extrema
É ele! É o maior! É o Personagem! Ele que anda num Punto de vidros fumados e aleirons Remus! Ele que se veste com uma camisa branca por fora das calças, usa o cabelo curto cheio de gel! É ele que anda na musculação e bebe whisky daquele das emoções fortes! É ele, que anda com uma bimba diferente todas as semanas e que tem o último sucesso do Alejandro Sanz como toque do telemóvel. É ele, o gajo de quem eu estou farto.
Vê o Big Brother antes de sair para o café mais 'in' do momento, aquele que viu na Caras ou na Lux, um café com 'arte' no nome porque cultura é bonito. Vai buscar a sua bimba, que vem com as suas corsárias, argolas gigantes, pintura Margaret Astor e carteirinha Lewis Vuitton. Ele olha para o seu Rolexx e vê como está atrasado para o encontro com aquele 'amigo' que odeia por ser um nadinha mais rico. Chega finalmente ao sitiozinho 'in' posar para os restantes clientes, e pede um whisky com gelo porque é o que o James Bond pede. Fala com a sua bimba em como seria óptimo conseguirem o empréstimo bonificado para comprarem aquele apartamento naquele condomínio fechado nos Caralhos. Saiem para a discoteca mais 'in' do momento, etapa necessária para que a noite termine com sexo.
Stop. Ter trabalho estúpido durante 5 dias. Replay.
Portugal está infectado por um clima de futilidade extrema, onde apenas meia-dúzia de coisas parecem interessar. Como é possível que nos preocupemos tanto com o rumo do mundo na sua dimensão mais política se a maioria das pessoas comuns são tão passivas e tacanhas?