Tão depressa se sobe como tão depressa se cai
Bem tinha eu um pressentimento. Foi por isso que não escrevi nenhum artigo sobre os candidatos a estas eleições autárquicas, pois já adivinhava que os resultados iam espantar toda a gente. O peso-pluma Rui Rio derrota o super-pesado Fernando Gomes. O Santana Lopes consegue ganhar no último minuto. E a cereja em cima do bolo, o Toneca pede a demissão.
Todos sabem que não tenho qualquer simpatia para com os partidos de direita. E já agora, a minha simpatia pelos partidos de esquerda não é tanta assim também. Apesar de não gostar particularmente da ideia de um país PSD (e um país PP pior ainda), este país PS enjoa cada vez mais a cada dia que passa. De qualquer modo, deixo a análise das eleições para os Marcelos e para os Sousas Tavares deste país, e gostaria de reflectir mais sobre a temática do poder.
Quantos de nós acordámos no Domingo de manhã e pensámos que o poder do Partido Socialista estava a horas de um fim abrupto? Quantos políticos terão acordado de manhã e pensado nisso?
O poder é visto como algo monolítico e quase eterno, o que não deixa de ser interessante visto que na realidade é talvez a coisa mais frágil e efémera. Nesta medida, os acontecimentos de hoje são uma bela lição. Uma bela lição para Gomes, Soares e Guterres, mas também uma bela lição que deverá ser entendida pelos que não o têm ainda. Nada garante que daqui a 4 anos não aconteça o mesmo com o Rui Rio, com o Santana e com o Durão. Dirijo, portanto, um humilde apelo aos políticos para que honrem o poder para que foram nomeados.
Dá que pensar, como o poder se desvanece.