Os meus cafés
"Oh, não, mais um artigo sobre cafés!", podem dizer alguns. Mas afinal dei a este site o nome de Cafeína e no meio de tantos artigos sobre cafés descobri que nunca tinha feito uma lista dos cafés onde costumo parar e quais os seus pontos fortes e pontos fracos. Portanto, façam o obséquio de carregar no linkzinho que diz "ler mais". Gostaria de saber a opinião dos restantes frequentadores destes cafés, por isso comentem (ou acrescentem os vossos).
Guernica: Todos os que me conhecem sabem bem que este é o meu café preferido, apesar de não achar a encarnação actual tão boa como a anterior. É verdade que preferia o aspecto rústico ao actual 'look do design' (e sobretudo dispenso aquelas reproduções do 'Guernica' do Picasso na parede - nunca gostei de pleonasmos), mas continua a ser um sítio calmo e onde se passa bem uma tarde a conversar. Mau, só mesmo o ambiente insuportável quando está cheio (o que normalmente significa dia de inaugurações na Rua Miguel Bombarda) e o facto de não ter cerveja de pressão.
Cafetaria do Palácio: Há dias em que é um belo sítio, calmo, frequentado por estudantes e pessoas que lêm livros. Outros dias, parece o Inferno: putos aos berros, casais estridentes, empregadas a aspirar o balcão (mas o que é que lhes deu na cabeça?).
Tierras / Artes em Partes: Nem sei porque o menciono, já não ponho lá os pés desde que o Guernica reabriu. Acho que diz tudo.
Ceuta: Em direcção à Baixa, eis o Ceuta. É o meu café preferido da zona. É um café para gente grande. Não há putos aos berros, apenas um salão enorme com mesinhas redondas e quadradas e frequentado por anónimos, tal e qual como um café na cidade deve ser. E como bónus, tem um bom (e barato) salão de bilhares no andar de baixo, com um inigualável ambiente fumarento e com idosos a jogarem às cartas e dominó. Quanto ao atendimento, é mau, como é típico em qualquer café da Baixa portuense (aliás o mau atendimento também é património mundial).
Avis: Outro grande café do passado, infelizmente as obras de há uns anos fizeram-lhe mal. Tem a vantagem de estar aberto até mais tarde que o Ceuta.
Estrela d'Ouro: Na R. da Fábrica joga-se biljart em vez de bilhar, isto porque no Estrela ainda não tiraram o letreiro em holandês que foi lá colocado aquando do Porto 2001. Diz tudo. É um café requintadamente podre e desleixado, com um atendimento ocasional, e com um salão de bilhares que requer uma confiança à 'Reservoir Dogs' para se lá entrar. E no entanto, continuo a ir lá de vez em quando.
'Piolho' / Âncora Douro: É um jardim zoológico transformado em café, aberto desde cedo até muitíssimo tarde. Café de culto para alguns, nunca consegui ir lá muito, vá-se lá saber porquê.
Gesto: Cafézinho nocturno (qual 'bar'?), é o local inevitável quando não tenho mais nenhuma ideia onde ir à noite. O que, no Porto, não é nada raro.
Pinguim: Outro café/bar nocturno, tem talvez o melhor atendimento de todos os sítios mencionados. Pena as cadeiras serem tão desconfortáveis.
Ribeira Douro: Nunca fui lá à noite, mas tomei lá imensos pequenos-almoços devida a proximidade à minha faculdade. É agradável, é simpático, e na sua função de restaurante tem almoços óptimos e baratos para quem estiver farto de fritos.
Bazaar: É o irmão-gémeo do Guernica na Foz, com a vantagem de também estar aberto à noite. É um local extremamente agradável, pena que os preços também sejam da Foz...
Bonaparte: Café/pub recomendado apenas no dia em que acabámos de receber a mesada/salário, tem um atendimento castiço e uma espetacular selecção de cervejas exóticas. Pena ser tão longe, na Foz.
E pronto, esta é a lista dos sítios que mais frequento na cidade do Porto. É óbvio que a lista se limita a uma pequena parte da cidade do Porto porque são efectivamente as zonas onde, por motivos vários, mais passo o tempo. E os cafés junto à zona onde moro (Paranhos), nem vale a pena serem mencionados...