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III Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro

'ArteAzul' — 05.10.2002

"A Associação de Municípios de Trás-os-Montes e Alto Douro e a Federação das Casas de Trás-os-Montes e Alto Douro assumiram a realização do congresso que irá proporcionar a todos os Transmontanos e Alto Durienses um momento de debate e reflexão de modo a conjuntamente descobrirmos novas oportunidades de afirmação e desenvolvimento, feito com qualidade e justiça" - pode ler-se no site oficial do III Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Domingo, 15 de Setembro de 2002: saí de Vila Real pelas 10 horas com destino a Bragança. É nesta cidade que se realizam actividades complementares ao Congresso: exposição de pintura e desenho, mostra de arte e exposição documental. Logo no início da viagem, pela IP4, reparei em muitos automobilistas que, circulando em sentido inverso, faziam sinais de luzes, "preocupados", numa atitude "comovente" de "solidariedade" para com os outros automobilistas. Claro que, logo acima, encontrava-se a Brigada de Trânsito vigiando os condutores infractores, principalmente aqueles que excedem os limites de velocidade.
Estamos então em Bragança. Confesso que o principal objectivo da viagem era uma visita à Exposição de Pintura e Desenho no Centro Cultural Municipal, exposição resultante de uma selecção de trabalhos executados por artistas transmontanos e durienses à qual tentei dar o meu contributo com dois painéis de azulejos. Tal como consta no convite que amavelmente me foi enviado pela Comissão Executiva do Congresso, esta exposição foi inaugurada por Sua Excelência o Ministro da Cultura, precisamente no dia anterior àquele em que "bati com o nariz na porta" do Centro Cultural Municipal de Bragança. Sim, no segundo dia da exposição que estará aberta ao público até ao dia 12 de Outubro, acreditando no convite, não vi exposição nenhuma, pois as portas estavam fechadas. Depois de confirmar que ali era mesmo o Centro Cultural, fiz uma "visita" ao General Silveira, de Canelas, cujo retrato se encontra numa das salas do museu militar, no castelo. Depois de desabafar com o General, pelas 17 horas, voltei para verificar se as obras dos artistas transmontanos e durienses já estariam acessíveis. Pela segunda vez "bati com o nariz na porta".
De volta a Vila Real, ainda dentro da cidade de Bragança, e com uma velocidade moderada, lá apareceram novamente os sinais de luzes, desta vez com buzina, por trás do meu carro. Julgo que reclamavam para que acelerasse. Seria?
No fim da viagem pensei: será que afinal de contas as mamografias por satélite são mesmo uma realidade? E o aeroporto da Ota? Então não é construído apenas depois de se acabarem com as listas de espera nos hospitais e depois de serem aumentadas as pensões de miséria dos reformados?

A Fernando Vilela - www.arteazul.net
In Notícias de Vila Real de 25 de Setembro de 2002

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