Anda cá!
Foi Quino quem melhor definiu o Ano Novo: Num dos seus cartoons, Filipe compara um novo ano com um caderno em branco, novinho em folha e impecável, ao que Mafalda responde com o cinismo habitual - há demasiados cotovelos a tentar entornar o tinteiro. Ora, mesmo sendo eu assumidamente não-crente, e sabendo da arbitrariedade da data de Ano Novo - que não coincide com nenhum acontecimento cósmico, e que nem sequer é igual em todo o lado (em Israel, por exemplo, hoje é 7 de Tevet de 5764) -, existe sempre aquela mínuscula esperança de que a meia-noite traga consigo um grandioso momento de justiça universal e que todos os males do mundo desapareçam. Como é óbvio não resultou. Ainda o ano era acabadinho de chegar, já nos confrontávamos com gunas, invejosos e mitras de toda a espécie. É o que dá andar na Baixa.
Feliz Ano Novo!