A Floresta Negra
Era uma vez um menino chamado Pedro, alto e magro, de 17 anos, era muito inteligente, tirava boas notas e idolatrava tudo o que fosse tecnologia de ponta.
Este rapaz vivia na cidade, num prédio, num sexto andar, no meio de vários prédios, era doido por computadores, telemóveis, consolas de jogos, aparelhagens de som e televisões. Ele era muito dotado e prático, por isso, concertava muitas das vezes os seus equipamentos como os dos seus amigos.
São assim os rapazes de hoje...
Pedro adorava, depois dum teste de 18 valores a matemática, chegar a casa lanchar uma pratada de cereais e um iogurte enquanto via TV, depois disso eram horas e horas de volta dos seus equipamentos, ora jogava em rede com os seus amigos cibernéticos, ora gravava dezenas de CDS e DVDS para os seus colegas de turma, ora teclava incansavelmente em chats com raparigas desconhecidas e que viviam a centenas de quilómetros de distância dele ou então montava e desmontava o seu precioso equipamento, modificando semana sim semana não todas as suas belezas.
As únicas vezes que Pedro saía de casa era para ir despejar o lixo, ir para a escola ou ir para casa dum amigo jogar Dungeons & Dragons, não gostava de sair à noite por causa do barulho e da nuvem de fumo que existem em discotecas e bares, os seus amigos diziam-lhe para sair por causa das gaijas mas, ele já tinha o amor da vida dele, que, para ele era impossível, uma rapariga muito bonita mas muito antipática, muito vaidosa mas muito arrogante para com ele. Pedro via-a todos os dias com rapazes diferentes, todos musculados e viris, mas burros e estupidos que gostavam de gozar com ele por ter notas muito melhores que eles todos juntos.
Os pais de Pedro foram sempre muito protectores para com ele, era filho único, por isso nunca o deixavam fazer grandes aventuras e habituaram-no a ficar em casa agarrado às tecnologias, ele era rico com uma vida muito estável, porém havia uma coisa de que Pedro gostava mas que fora proibido de explorar - A NATUREZA - adorava o verde dos campos, a serenidade das árvores, a beleza das flores e a vida animal mas ele tinha apenas livros e enciclopédias disso tudo nunca na sua vida fora permitido o contacto com a Floresta, o pai não queria podia apanhar uma "verdejite aguda" (era médico) e a mãe, galinha como muitas, não queria que o seu rebento ficasse doente e tivesse de faltar à escola (era professora).
Porém, existia nas redondezas uma floresta muito densa, com árvores de grande porte, com muitas espécies de animais e de plantas, essa floresta tinha até um grande lago no meio muito bonito por sinal com uma pequena cascata, o Pedro sabia da sua existência e também sabia que a única referência à Natureza na sua região era aquela floresta a que lhe davam o nome de "Floresta Negra", segundo um colega seu a floresta à noite era arrepiante, com muitos barulhos estranhos, o lago mais parecia um pântano com o descer do nevoeiro, mas adiante...
Foi já a noitinha, que o Pedro, vindo de casa dum amigo, depois de um jogo de D & D a 6 parou a sua bicicleta na orla da floresta, o tempo parecia mau porque caiam uns pingos de chuva, a sua curiosidade de entrar na floresta era muita mas tinha medo... estava sozinho e desprotegido, contava apenas com o seu telemóvel, o leitor mp3 e o computador portátil na sua pesada mochila, mas ele queria ver, queria sentir pela primeira vez o desconhecido, pensou rapidamente nos milhares de jogos sombrios que jogava duante horas e nos filmes de terror que via, pela primeira vez ele sentia que era o aventureiro que ele guiava pelos seus jogos de computador, o herói que podia enfrentar um monstro e vencê-lo, mil pensamentos lhe passaram na cabeça e... tomado de surpresa, ele continuava parado enm cima da bicicleta olhando para as árvore escuras.
Tomando uma decisão, entrou na floresta escura, ligou o seu telemóvel que quase servia de lanterna, foi a abrir caminho com a chuva miudinha a cair-lhe na testa, estava a ter o cuidado de não molhar o telemóvel. Chegou por fim ao pé do lago, olhou para o céu e reparou que agora chovia mais, estava molhado mas contente, soltou a sua alegria através dum grito que ecoou para além da floresta pensou ele, afinal a floresta não era arrepiante nem assustadora à noite, era fantástica. Sentou-se numa rocha e reparou nas coisas à sua volta, pequenas rãs coachavam alto, parou de chover, ele viu a lua cheia que se projectava no grande lago, chegou-se ao pé do rio e viu o seu reflexo estava molhado e com frio mas estava feliz, olhou para os seus equipamentos e reparou que ao pé daquela floresta não passavam de objectos quadrados e sem graça que estragavam a paisagem, pensou e atirá-los ao rio, mas não porque o seu pensamento foi quebrado por uma imagem sublime, um veado estava à beira do lago, alto e esguio, bebia agua calmamente transmitindo uma sensação de pura magia ao Pedro, que ficou embabascado a olhar para essa simples criatura que para mim simboliza a calmaria, serenidade e paz, e não a homosexualidade com se diz.
Por mais avançado que o Homem esteja, por mais belo que o Homem se consiga pôr nunca vai ter a beleza nem a força da Natureza...
É Assim...