A complexidade das coisas simples
Tenho vindo a experimentar o processo de uma das mais complicadas compras que se podem fazer actualmente. Uma casa? Um centro comercial? Um submarino em 'leasing'? Plutónio? Não. Tenho passado por tantas burocracias, indecisões e viagens desnecessárias apenas para comprar um simples bloco de notas.
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Passo a descrever o item: tamanho A5, folhas limpas (isto é, não-pautado), com uma capa rígida, abertura na vertical e argolas. Ou seja, a coisa mais simples e mais impossível de encontrar. Há gigantescos blocos de desenhador A2 e A3. Há blocos com ursinhos impressos, com campos para preencher 'as minhas receitas preferidas'. Há blocos com folhas semi-transparentes. Há com um sistema de separadores coloridos e com folhas pautadas e quadriculadas. Mas a variante mais simples de tudo isto parece não existir.
Sinto-me como alguém num restaurante com 500 pratos de bife mas onde falta o prego. É o exagero do comércio, que cria objectos desnecessários mas esquece o simples e o prático. Acho que vou serrar um daqueles cadernos pretos (ainda existem?) A4 ao meio...