Procrastinar
Num verdadeiro exercÃcio de ‘metaprocrastinação’, aqui fica um artigo que escrevi há quase um ano, o penúltimo da história do CafeÃna. Definitivamente, o novo ano é tal como o anterior e até as minhas desculpas de 2010 são idênticas à s de 2009:
Procrastinar: Deixar para depois o que podia fazer agora. Deixar para amanhã o que podia fazer hoje. Ou já agora para a próxima semana. Ou para quando for oportuno. Ou seja, protelar, coçar os tomates, coçar o escroto, coçar a micose.
A Procrastinação é tramada, não admira que a Preguiça seja um pecado mortal. Arranja sempre uma desculpa:
Vou só acabar de ver isto que comecei ainda agora a ver na televisão. Vou buscar um iogurte ao frigorÃfico. Vou só espreitar o mail. E já que estou online, o meu blog. E os meus feeds. E se a mulher da minha vida não estará entre os recommended friends do Facebook.
Pronto. Vou trabalhar. É cuspir qualquer coisa para o Twitter e estarei pronto.
Trinta segundos depois:
Lá está a besta do vizinho a bater com a porta da rua e a falar alto nos corredores. A rua está pavimentada a ‘paralelo’, não tenho vidros duplos e ouvem-se muito os carros que passam. O computador também faz barulho. Vou pôr música.
Descubro que muitos dos álbuns da minha biblioteca não têm capa. Sinto uma necessidade imensa de corrigir este problema.
Duas horas depois:
Tenho que escrever isto no Twitter. Já agora deixa ir ao Facebook. E ao blog. Pois é, falo muito mas devia saber algo mais sobre o John Coltrane. Wikipedia.
Quatro horas depois:
Vou definitivamente trabalhar. Maldita procrastinação! Que, pensando bem, é a mãe de todas as invenções. O tipo que inventou a fotocopiadora perdeu várias décadas da sua vida a tentar não ter que copiar coisas à mão.
Boa frase: vou escrevê-la no meu blog. O trabalho pode ficar para depois.
… dos Simpsons, do jantar, e do Bruno Aleixo…
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