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Se não sabem fazer, copiem

Quando manuseio livros de editoras de lingua inglesa como a Routledge, a Faber & Faber ou (no caso do livro técnico) da O’Reilly, tenho sempre um impulso comprador. São bem paginados, com boa tipografia, papel razoável e capas que sem dourados nem baixos-relevos tornam estes livros em objectos imensamente apetecíveis. Que compõem bem a sala.

Será que nunca ninguém das editoras portuguesas viu tais edições? O que encontramos, regra geral, é péssima paginação, abuso de papel (com recurso a tamanhos de letra excessivamente grandes), e tipografia catastrófica. Uma das principais editoras nacionais de livros técnicos alia o uso de Comic Sans à incapacidade de usar tipos de letra distintos (e em tamanhos grandes) para texto explicativo e código de programação. O resultado é uma cagada ilegível. E fiquemo-nos pela forma…

Regresso ao trabalho

Passei as férias a escrever uma espécie de livro grande que tinha que ser entregue num sítio. Infelizmente agora terei que voltar ao trabalho: a procrastinação não pode esperar mais.

Do Optimismo

Passei a última semana num ídilio académico, rodeado de pessoas inteligentes e apaixonadas pelo que fazem, a discutir como mudar o mundo em pequenos passos, sempre partindo daquilo que de bom há em cada um de nós.

Terminado o congresso, de regresso à vida real, deparei-me com a necessidade de ir às compras – leite, atum e batatas, Sonasol e papel higiénico, um triãngulo de Brie como pequeno luxo, esse tipo de coisas. Fui pela fresca, Domingo à noite, a um supermercado de shopping. Voltei pela VCI.

Suspiro. Venha é daí o suave apocalipse.

Receios I

Tenho andado tão ocupado que passo por vezes dias seguidos sem ver o Telejornal ou olhar para uma banca de jornais. E apesar de passar toda esta ocupação em frente ao computador, de mail e Facebook abertos, dou de repente por mim a pensar:

“Faz tempo que não vejo o Telejornal, e se houve um Golpe de Estado ou coisa do género?”

E com alarme abro o site do Público ou do i*. Terei um condicionamento pavloviano relativamente às fontes de informação? Dá que pensar…

* E quem se lembrou de chamar i ao raio do jornal? É horrível dizer “queria o i, se faz favor”. Parece que temos uma censura qualquer na ponta da língua, como se na verdade dissessemos “queria o Co<iiiiiiiii>na, se faz favor”. E o nome minúsculo não é só estúpido de dizer, é estúpido de escrever. Como ee cummings.