Uma verdade

Eu acrescentaria que a ‘normalidade’ não existe – é mais uma terrível fantasia. A manutenção de aparências origina os piores crimes.

Eu acrescentaria que a ‘normalidade’ não existe – é mais uma terrível fantasia. A manutenção de aparências origina os piores crimes.

Que ninguém fique sem prendas!
O Procrastinador deseja um Feliz e Santo Natal a todos os seus leitores!
Hoje à tarde fui com uma amiga a um daqueles sitios junto da praia onde uma chávena de café é mais cara que um sumo. Enquanto tentávamos gozar o Verão à força, contra a forte Nortada, falámos de Assuntos. Ela disse-me que estava na hora de assumirmos de uma vez por todas a ‘solteirice’. As nossas recorrentes histórias de Falhanço Épico, Falhanço Trágico, e des-interesse (sic) por parte das respectivas Pessoas de Interesse serão as provas de que aprendermos a viver sós será a atitude inteligente.
O meu problema é que tenho sempre esta imagem na cabeça:

Na verdade, a imagem que me surge na mente é a do cargueiro que, durante muitos anos na minha infância, esteve encalhado junto ao Castelo do Queijo. Mas não é tão interessante como esta foto.
Outra amiga deu-me um sábio mantra, quando me descrevia o modo como o trabalho no campo (da apanha de fruta) desocupa o cérebro de outros pensamentos. Disse-me, limitamo-nos a repetir “pêra, pêra, pêra, pêra…” de sol a sol.
Pêra, pêra, pêra, pêra, pêra…
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