Saudades de um mau veÃculo
Hoje vi o meu antigo carro. Estava eu parado no semáforo ao volante do mais recente, e lá estava ele – a ratazana inconfundÃvel, com a mesma matrÃcula e as mesmas jantes sem tampões. Reparei que o novo dono, ou dona, lhe colocou barras de transporte de bicicletas no tejadilho. Folgo em saber que o carro que conduzi durante mais de dez anos continua a meter-se em aventuras.
É verdade que em tempos fantasiei carregá-lo de artigos pirotécnicos e empurrá-lo de uma falésia, mas a nostalgia é mesmo assim que funciona. Gostei de o ver.