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	<title>O Procrastinador Profissional &#187; estupidez</title>
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	<description>Observações e comentários preguiçosos, por Eduardo Morais.</description>
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		<title>Receios I</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 02:10:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Morais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[estupidez]]></category>
		<category><![CDATA[ideias]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho andado tão ocupado que passo por vezes dias seguidos sem ver o Telejornal ou olhar para uma banca de jornais. E apesar de passar toda esta ocupação em frente ao computador, de mail e Facebook abertos, dou de repente por mim a pensar: &#8220;Faz tempo que não vejo o Telejornal, e se houve um [...]<p><br />Ler <b><a href="http://www.cafeina.org/ed/2010/05/receios-i/">Receios I</a></b> n'<a href="http://www.cafeina.org/ed">O Procrastinador Profissional</a>...</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho andado <a class="vt-p" href="http://www.cenar.io/">tão</a> <a class="vt-p" href="http://www.sempalco.pt/">ocupado</a> que passo por vezes dias seguidos sem ver o Telejornal ou olhar para uma banca de jornais. E apesar de passar toda esta ocupação em frente ao computador, de mail e Facebook abertos, dou de repente por mim a pensar:</p>
<blockquote><p>&#8220;Faz tempo que não vejo o Telejornal, e se houve um Golpe de Estado ou coisa do género?&#8221;</p></blockquote>
<p>E com alarme abro o site do Público ou do i*. Terei um condicionamento pavloviano relativamente às fontes de informação? Dá que pensar&#8230;</p>
<p>* E quem se lembrou de chamar i ao raio do jornal? É horrível dizer <em>&#8220;queria o i, se faz favor&#8221;</em>. Parece que temos uma censura qualquer na ponta da língua, como se na verdade dissessemos <em>&#8220;queria o Co&lt;iiiiiiiii&gt;na, se faz favor&#8221;</em>. E o nome minúsculo não é só estúpido de dizer, é estúpido de escrever. Como <a class="vt-p" href="http://en.wikipedia.org/wiki/E._E._Cummings">ee cummings</a>.</p>
<p><br />Ler <b><a href="http://www.cafeina.org/ed/2010/05/receios-i/">Receios I</a></b> n'<a href="http://www.cafeina.org/ed">O Procrastinador Profissional</a>...</p>
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		<title>Caros senhores da CDU de Olhão</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 01:59:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Morais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escárnio e Maldizer]]></category>
		<category><![CDATA[estupidez]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não sou natural de Olhão, nem vivo em Olhão. Não sou algarvio, nem vivo no Algarve sequer. E em boa verdade, nem visito o Algarve. Passei umas férias com os meus pais ali para os lados de Lagos em 1997, e há coisa de três anos passei uma má noite de campismo selvagem entre [...]<p><br />Ler <b><a href="http://www.cafeina.org/ed/2009/09/caros-senhores-da-cdu-de-olhao/">Caros senhores da CDU de Olhão</a></b> n'<a href="http://www.cafeina.org/ed">O Procrastinador Profissional</a>...</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não sou natural de Olhão, nem vivo em Olhão. Não sou algarvio, nem vivo no Algarve sequer. E em boa verdade, nem visito o Algarve. Passei umas férias com os meus pais ali para os lados de Lagos em 1997, e há coisa de três anos passei uma má noite de campismo selvagem entre Sagres e Portimão, antes de rumar para outra região do país. Julgo aliás que se contam pelos dedos de uma mão as vezes que atravessei o Tejo, e incluo nestas contas &#8211; não devia &#8211; uma estadia no Montijo, num dia em que houve uma chuvada tão forte que o Tejo estava literalmente à porta do hotel. É que nasci no Porto, vivo no Porto, e não viajo por aí além.</p>
<p>Portanto, é evidente que por mais que possa até simpatizar com a cor política (na verdade não posso dizer que simpatize muito com a <em>cor,</em> embora ache simpático o <em>matiz</em>) não tenho qualquer interesse nas propostas da coligação entre o PCP e outros gajos para a autarquia de Olhão, que é das poucas que não sei precisar lá muito no mapa (nem sei se é a barlavento ou a sotavento, e como nunca me interessei muito por sinónimos dos pontos cardeais não sei sequer o que <em>barlavento</em> quer dizer). Portanto:</p>
<p>Parem de me entupir o mail com essa merda.</p>
<p>Também não estou interessado nas actividades culturais do concelho, embora até ache curioso o facto da cultura de Olhão produzir e-mails à razão de dois ou três por semana enquanto a Área Metropolitana do Porto produz uma mini-revistinha trimestral. Mas de qualquer forma dispenso os e-mails, que estranhamente resistem à marcação como <em>spam</em>. E falam os outros de asfixia democrática&#8230;</p>
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		<title>Teoria Unificada</title>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2009 01:38:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Morais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cafeína]]></category>
		<category><![CDATA[crenças]]></category>
		<category><![CDATA[estupidez]]></category>
		<category><![CDATA[ideias]]></category>
		<category><![CDATA[mitos]]></category>

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		<description><![CDATA[Se faltam novas ideias, recicle-se material antigo. Ao repor este artigo de há seis anos atrás, que inclui a famosa referência ao tal pinguim de bronze que se viria a tornar desde em então numa private joke, provo que a minha opinião acerca da vida não mudou &#8211; é uma sucessão trágica de acontecimentos aleatórios sobre [...]<p><br />Ler <b><a href="http://www.cafeina.org/ed/2009/05/teoria-unificada/">Teoria Unificada</a></b> n'<a href="http://www.cafeina.org/ed">O Procrastinador Profissional</a>...</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Se faltam novas ideias, recicle-se material antigo. Ao repor <a href="http://www.cafeina.org/vol1/arquivo/551">este artigo de há seis anos atrás</a>, que inclui a famosa referência ao tal pinguim de bronze que se viria a tornar desde em então numa private joke, provo que a minha opinião acerca da vida não mudou &#8211; é uma sucessão trágica de acontecimentos aleatórios sobre os quais a nossa capacidade de intervenção é mínima. Resta-nos o amor, e o humor:</em></p>
<p>Imagina que estás a preparar-te para saires de casa rumo a mais um dia de trabalho. Estás a lavar os dentes e reparas no bocado de bacalhau que está entre dois molares desde o jantar de ontem. A escova é ineficiente e tens que usar fio dental. Como não há fio dental, tentas utilizar um bocado de fio que está pendurado da toalha. Com tudo isto perdeste um minuto a mais, e consequentemente vais perder o autocarro, esperar pelo seguinte que só chega passado meia hora, e assim acabas por ser despedido porque este mês ainda não chegaste a horas uma única vez. Assim, talvez fosse melhor não lavares os dentes de todo, mas assim irias ser atropelado ao atravessar a rua. Não, o melhor mesmo era ter comido só sopa no jantar de ontem &#8211; assim não és nem despedido nem atropelado. Mas tem o cuidado de sair mais cedo daqui a 15 dias, senão vai-te cair um <em>pinguim de bronze</em> em cima.</p>
<p>É um inegável que todos os pequenos pormenores das nossas vida podem ter uma influência directa no nosso futuro. Quando começamos a considerar todos os <em>&#8216;ses&#8217;</em>, começamos a ver como temos tido sorte. Como diz o meu amigo Alexander Russell, <em>&#8220;se a Terra fosse amarela era uma bugiganga gigante&#8221; </em>[ou, parafraseando Millôr Fernandes, se o Mohammed Ali não tivesse ganho os combates não teria sido campeão - Ed]. Tenho aliás que acrescentar que a Terra seria uma bugiganga gigante muito inferior a Titã, que sempre é um bonito cor de laranja. De qualquer modo, se a Terra fosse amarela, provavelmente não teria vida (excepto no Médio Oriente onde já estão habituados), pelo que não nos andaríamos aqui a preocupar. Assim, o melhor mesmo é não pensarmos nos <em>&#8216;ses&#8217;</em>. Olhar para trás não é uma boa ideia, especialmente quando podemos olhar pelo retrovisor.</p>
<p><span id="more-79"></span>Já pensaram como seria o Mundo hoje se há uns anos atrás [George W. Bush,] o filho mimado de um político americano tivesse num certo dia acordado uns 5 minutos mais tarde, perdendo a aparição de Jesus na sua mesinha de cabeceira, encontrando antes o Jack Daniels de sempre? E com isto tudo, ainda há quem acredite que todas as consequências desta rede de acasos são o fruto de um plano divino, seja ele concebido por um velho de barbas ou a consequência directa da telenovela Olimpo, que tem a particularidade de fazer com que aconteçam coisas horríveis aos fans dos personagens que caiem em desgraça. E ainda há os hindus, para quem todo este grandioso plano é pensado por uma assembleia de milhões de elefantes e pessoas com quatro braços, que vivem em cima de uma tartaruga ou coisa do género.</p>
<p>E que posso eu dizer da Astrologia quando leio horóscopos que dizem <em>&#8220;procure não apanhar frio para evitar constipações&#8221;</em> ou <em>&#8220;hoje não é uma boa ideia libertar os leões do zoo&#8221;</em>? Se partirmos do princípio que os nascimentos estão regularmente distribuídos &#8211; embora eu acredite que 90% da humanidade nasceu entre Março e Abril, o que com tanto aniversário é uma chatice financeiramente  - podemos ver que há 500 milhões de pessoas que hoje deverão evitar ir ao zoo ver os hipopótamos, enquanto outros 500 milhões de pessoas vão sentir fortes dores no peito depois de comerem marisco estragado.</p>
<p>Como podemos pensar que abrir e fechar a porta da sala três vezes antes de por o vídeo a gravar vai fazer a nossa equipa de futebol ganhar? Como podemos acreditar que se descermos as escadas de joelhos vamos ganhar alguma coisa? No entanto um ortopedista pode ganhar alguma coisa se outras pessoas descerem as escadas de joelhos, o que mostra como tudo isto está errado. Há que esquecer o misticismo. Os únicos truques de magia de eficácia comprovada ao longo da História são os de <em>&#8216;desligar e voltar a ligar&#8217;</em> quando está em causa um dispositivo electrónico e o de <em>&#8216;mandar uma bordoada&#8217;</em> quando estamos num jogo de bilhar. Tudo o resto é mito, pois o ser humano está preso numa gigantesca rede de sorte e azar, na qual os factores externos são muitas vezes mais fortes que as nossas decisões, e em que a única coisa certa é que as alergias são uma chatice.</p>
<p><br />Ler <b><a href="http://www.cafeina.org/ed/2009/05/teoria-unificada/">Teoria Unificada</a></b> n'<a href="http://www.cafeina.org/ed">O Procrastinador Profissional</a>...</p>
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		<title>Aliens</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 01:39:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Morais</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crenças]]></category>
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		<category><![CDATA[mitos]]></category>

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		<description><![CDATA[A crença em aliens é provavelmente a a prova final de que a Humanidade está entregue irremediavelmente à estupidez. Não estou com isto a negar a probabilidade de existência de vida extra-terrestre, que julgo elevadíssima. Quando falo da crença em aliens falo da crença no homem verde, no E.T., no Chewbacca, na crença de que de [...]<p><br />Ler <b><a href="http://www.cafeina.org/ed/2009/04/aliens/">Aliens</a></b> n'<a href="http://www.cafeina.org/ed">O Procrastinador Profissional</a>...</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A crença em <em>aliens</em> é provavelmente a a prova final de que a Humanidade está entregue irremediavelmente à estupidez. Não estou com isto a negar a probabilidade de existência de vida extra-terrestre, que julgo elevadíssima. Quando falo da <em>crença em aliens</em> falo da crença no homem verde, no E.T., no Chewbacca, na crença de que de facto andou uma betoneira gigante a <em>abduzir</em> pessoas em Alfena, enquanto na estrada entre Alcochete e o Montijo apareceram umas luzes fortes que vieram de Andrómeda com o único propósito de efectuar uma colonoscopia a um especialista em caixilharias.</p>
<p>São mais idiotas que adolescentes que ainda acreditam no Pai Natal, ou que universitários que ainda acham que os livros só dizem a verdade, aqueles que acreditam em selenitas e marcianos. O Universo é tão vasto que, embora o julgue difícil de conceber sem vida inteligente fora da Terra, estamos para todos os efeitos sozinhos no espaço. As outras civilizações, estão muito, muito longe ( o que equivale a dizer: há muito, muito tempo). Mesmo a viajar quase à velocidade da luz, um <em>alien </em>demoraria imenso tempo &#8211; e gastaria imensa gota &#8211; a chegar ao Burger King da A28.</p>
<p>É preciso p0rtanto pensar um pouco nas motivações: Podemos acreditar que os habitantes do Planeta Zyx reuniram uma boa parte do combustível nuclear do respectivo sistema solar dentro de um grande disco voador habitado por 10 mil Zyxianos, que durante 400 gerações vividas a bordo da grande nave atravessaram os 400 anos-luz de espaço interestrelar que separam Zyx da Terra, com o objectivo de retirar a unha do dedo mindilho do pé esquerdo a uma cabeleireira que seguia cerca das 21:30 ao volante do seu Opel Corsa na estrada Arouca &#8211; Vale de Cambra? E falamos nós em obras faraónicas!</p>
<p>A exploração espacial é muito, muito difícil. Capazes da estupidez que implicitamente os relatos de OVNIs associam aos extra-terrestres, só mesmo nós, os terráqueos.</p>
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