<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>O Procrastinador Profissional &#187; porto</title>
	<atom:link href="http://www.cafeina.org/ed/tags/porto/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.cafeina.org/ed</link>
	<description>Observações e comentários preguiçosos, por Eduardo Morais.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 20 Jan 2012 03:24:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Requiem por uma mercearia</title>
		<link>http://www.cafeina.org/ed/2011/09/requiem-por-uma-mercearia/</link>
		<comments>http://www.cafeina.org/ed/2011/09/requiem-por-uma-mercearia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Sep 2011 17:20:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Morais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[porto]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cafeina.org/ed/?p=428</guid>
		<description><![CDATA[Hoje é dia de reentré para a Baixa do Porto. Regressam as ditas inaugurações nas galerias de dita arte na Rua Miguel Bombarda e arredores, e com estas regressa o pretexto para umas iniciativas e uns eventos coincidentes, em que o comércio se anima na expectativa de atrair a estima, mas sobretudo, o escasso dinheiro das [...]<p><br />Ler <b><a href="http://www.cafeina.org/ed/2011/09/requiem-por-uma-mercearia/">Requiem por uma mercearia</a></b> n'<a href="http://www.cafeina.org/ed">O Procrastinador Profissional</a>...</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é dia de <em>reentré</em> para a Baixa do Porto. Regressam as ditas <em>inaugurações</em> nas galerias de dita <em>arte</em> na Rua Miguel Bombarda e arredores, e com estas regressa o pretexto para umas <em>iniciativas</em> e uns <em>eventos</em> coincidentes, em que o comércio se anima na expectativa de atrair a estima, mas sobretudo, o escasso dinheiro das pessoas que vêm passear para a zona central do Porto, e que hoje mostram as suas melhores roupas e o seu melhor sotaque a-portuense na esperança de encontrar e impressionar colegas de trabalho; e o fazem à custa de entupir os acessos à zona e encher de monóxido de carbono uma zona que até costuma ser aprazível, mesmo em horas idênticas durante os dias de semana.</p>
<p>As ruas da Baixa enchem-se de jovens, muitos deles trajados como certamente encaminhados para as escolas artísticas e para a exploração às mãos das ditas <em>indústrias criativas</em>. Hoje têm o mundo a seus pés, vestem-se impecávelmente, são felizes e carregam os seus brinquedos preferidos. Entristece-me saber que muitos estão ali, de forma inconsciente, no auge das suas vidas. Temo pelo futuro deles num sistema sócio-económico insustentável, mas também pelo meu: que crimes horrendos poderão vir a cometer estes jovens alegres, de Wayfarers coloridos e expressões saídas de um anúncio a telemóveis ou cerveja, para que este Sábado se possa prolongar para o resto das suas vidas. A que estarão dispostos os jovens casais, para manter o passeio e o consumo? Uma eventual futura polícia política também andará a passear pelas inaugurações.</p>
<p>Não sou, apesar da minha visão das coisas, um espectador soturno que se esconde nas sombras: integro-me, mais ou menos. Calças Benetton (dos saldos), pólo Nike (dos saldos) e óculos castanhos estilo os tais Wayfarers &#8211; de inspiração e não de imitação &#8211; comprados precisamente no tal Centro Comercial Bombarda há uns anos (e fora dos saldos). A não ser pelo pormenor de não me deter muito nos sítios e por me encontrar sem companhia, julgo que passo bem por figurante. Não consigo é deixar de me sentir desconfortável com o que me rodeia, e apesar de tudo sinto-me como se estivesse sem disfarce nesta festa de Carnaval Capitalista &#8211;  ou como um homem sóbrio na Queima das Fitas.</p>
<p>Na esquina da Rua Miguel Bombarda com a Rua do Rosário, em frente ao Café Célia, existia uma mercearia. Não me lembro com precisão se alguma vez lá tinha entrado. Talvez, a caminho de um jantar em casa de uma amiga que vivia na zona há uns anos, ainda antes de ter aberto o Minipreço, tenha lá comprado uma garrafa de vinho. Talvez também tenha acompanhado alguém a comprar tabaco lá &#8211; de alguma forma sei que essa mercearia vendia tabaco, e eu não fumo.</p>
<p>Aquilo que encontrei hoje, na esquina da Rua Miguel Bombarda com a Rua do Rosário, em frente ao Café Célia, foi a inauguração de uma loja com umas coisas que normalmente são descritas como <em>design</em> mas que não tenho a certeza que sejam. Um daqueles entreténs para quem está à vontade para suportar rendas caras. Entristeceu-me.</p>
<p><br />Ler <b><a href="http://www.cafeina.org/ed/2011/09/requiem-por-uma-mercearia/">Requiem por uma mercearia</a></b> n'<a href="http://www.cafeina.org/ed">O Procrastinador Profissional</a>...</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cafeina.org/ed/2011/09/requiem-por-uma-mercearia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Porque sou esquisito em relação aos cafés</title>
		<link>http://www.cafeina.org/ed/2010/02/porque-sou-esquisito-em-relacao-aos-cafes/</link>
		<comments>http://www.cafeina.org/ed/2010/02/porque-sou-esquisito-em-relacao-aos-cafes/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 03:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Morais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cafeína]]></category>
		<category><![CDATA[ideias]]></category>
		<category><![CDATA[porto]]></category>
		<category><![CDATA[sítios]]></category>
		<category><![CDATA[vida real]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cafeina.org/ed/?p=249</guid>
		<description><![CDATA[Apesar de achar que o panorama melhorou bastante nos últimos anos, continuo a ser esquisito relativamente aos cafés que frequento. Não há muito para rever neste artigo de 2002: Decoração: Há cafés que são verdadeiros atentados. São daqueles com espelhos na parede, cortados na diagonal, ou com todo o reportório de espelhinhos da Tuborg e [...]<p><br />Ler <b><a href="http://www.cafeina.org/ed/2010/02/porque-sou-esquisito-em-relacao-aos-cafes/">Porque sou esquisito em relação aos cafés</a></b> n'<a href="http://www.cafeina.org/ed">O Procrastinador Profissional</a>...</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Apesar de achar que o panorama melhorou bastante nos últimos anos, continuo a ser esquisito relativamente aos cafés que frequento. Não há muito para rever </em><a href="http://www.cafeina.org/vol1/arquivo/446"><em>neste artigo de 2002</em></a><em>:</em></p>
<p><em><img class="alignnone size-medium wp-image-250" title="Café" src="http://www.cafeina.org/ed/wp-content/uploads/2010/02/503367859_e752e12a26_b-500x318.jpg" alt="" width="500" height="318" /></em></p>
<p><strong>Decoração</strong>: Há cafés que são verdadeiros atentados. São daqueles com espelhos na parede, cortados na diagonal, ou com todo o reportório de espelhinhos da Tuborg e da Carlsberg colocado ao acaso. Apresentam mesas e cadeiras com tampos de plástico cinzento, a imitar granito, cadeiras estas que se roçam metalicamente no chão de marmorite. Costumam ter umas plantas de plástico iluminadas por luzes fluorescentes verde ou roxo. Em suma: são locais onde <em>dói</em> estar.</p>
<p><strong>Putos</strong>: Até podemos estar num café agradável, construído com gosto, mas eis que aparecem dois putos a estragar o sistema: Depois de descobrirem o ruído satisfatório de pisar com força o chão de madeira, nada os parece impedir de correr para trás e para a frente, até um deles cair e desatar aos berros. Dizem que <em>o melhor contraceptivo são os filhos dos outros</em>. É pena que os pais destes miúdos nunca tivessem presenciado tão aberrante cena num café.</p>
<p><strong>Ruídos industriais</strong>: Quantas vezes uma agradável conversa é subitamente interrompida pelo silvo metálico e ensurdecedor do jacto de uma máquina de café? E o estardalhaço que é quando começam a arrumar as chávenas, não na cozinha mas perto dos clientes, com um zelo só comparável ao de um maníaco com uma picareta numa loja da Vista Alegre? E já nem falo nas situações absolutamente bizarras, como daquela vez em que estava eu num café requintado e subitamente alguém começou a aspirar o chão, transformando o ambiente no de um consultório de um dentista. É sabido que o típico patrão tuga não paga aos empregados para que a limpeza seja feita depois do fecho, logo a culpa é sua: perdeu um cliente.</p>
<p><strong>Namorados</strong>: Existem de facto alguns cafés que são cenários de um certo romantismo e acho perfeitamente natural que possam ser frequentados por casais apaixonados. Só peço que namorem em silêncio, em vez de se pôrem na <em>comidela </em>com linguados húmidos e sonoros estilo filme americano dos anos 90 na mesa atrás de mim, enquanto eu me tento concentrar e acabar a porcaria deste artigo!</p>
<p><strong>Armantes e loucos</strong>: É verdadeiramente revoltante é o &#8216;falar alto selectivo&#8217; de gente que quer que todo o café ou bar fique a saber que conheceram pessoalmente um gajo dos Radiohead, que estiveram em Londres em 1972, ou que vão expor umas fotos sei-lá-onde. É para isso que existem os weblogs afinal. Mas piores mesmo são as &#8216;atracções turísticas&#8217; que subitamente começam a declamar poemas que não rimam aos berros ou que aproveitam a minha t-shirt para nos espetar com uma conversa indesejada, além do hálito a aguardente.</p>
<p><strong>Adultos com brinquedos</strong>: Embora eu ache útil e seja frequentemente utilizador das redes sem fios gratuitas de alguns cafés, irritam-me profundamente as pessoas que não tratam o portátil como um qualquer livro ou jornal que com elas tivessem, mas sim como um brinquedo. Chamando a antenção para a maçãzinha reluzente (ou pior, para a maçã autocolante na tampa do seu Acer), vêm filmes e metem música. Piores ainda são os grupos onde um iPhone salta de mão em mão, cada pessoa experimentando um pouquinho do milagre da tecnologia (como temo a primeira aparição pública dum iPad!). Ou aquelas pessoas que espalham os brinquedos todos (computadores, telefonee, máquinas fotográficas, leitores de MP3) sobre a mesa. Quando era miúdo os meus pais obrigavam-me a escolher um único brinquedo para levar quando saía de casa com eles. Acho que é um bom princípio.</p>
<p><strong>Horário:</strong> Sou um viciado em cafeína, e tenho a mania: não gosto de beber café feito na cafeteira, nem vou muito à bola com os Nespressos e afins. Quero o meu <em>espresso</em>,<em> </em>o meu <em>cimbalino</em>. Chateiam-me os cafés em que não existe a noção de dever cívico, de que são um serviço público essencial com a responsabilidade de administrar café a adictos como eu, faça chuva ou faça sol, seja Domingo ou Feriado, seja Natal ou Ano Novo.</p>
<p>É por isto que sou esquisito em relação aos cafés.</p>
<p><br />Ler <b><a href="http://www.cafeina.org/ed/2010/02/porque-sou-esquisito-em-relacao-aos-cafes/">Porque sou esquisito em relação aos cafés</a></b> n'<a href="http://www.cafeina.org/ed">O Procrastinador Profissional</a>...</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cafeina.org/ed/2010/02/porque-sou-esquisito-em-relacao-aos-cafes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Comprar o jornal ao Domingo</title>
		<link>http://www.cafeina.org/ed/2009/08/comprar-o-jornal-ao-domingo/</link>
		<comments>http://www.cafeina.org/ed/2009/08/comprar-o-jornal-ao-domingo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 16:07:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Morais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[porto]]></category>
		<category><![CDATA[vida real]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cafeina.org/ed/?p=127</guid>
		<description><![CDATA[Ultimamente tenho vindo a ponderar qual será o índice económico ideal para determinar a vitalidade socio-economico-cultural de uma cidade. E julgo que o descobri. Proponho a criação do Índice de Facilidade de Compra de um Jornal ao Domingo. Por exemplo, no Porto: o Dr. Rui Rio quer-nos fazer acreditar que a sua política de reabilitação [...]<p><br />Ler <b><a href="http://www.cafeina.org/ed/2009/08/comprar-o-jornal-ao-domingo/">Comprar o jornal ao Domingo</a></b> n'<a href="http://www.cafeina.org/ed">O Procrastinador Profissional</a>...</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ultimamente tenho vindo a ponderar qual será o índice económico ideal para determinar a vitalidade socio-economico-cultural de uma cidade. E julgo que o descobri.</p>
<p>Proponho a criação do <strong>Índice de Facilidade de Compra de um Jornal ao Domingo</strong>. Por exemplo, no Porto: o Dr. Rui Rio quer-nos fazer acreditar que a sua política de reabilitação urbana é um sucesso, isto porque agora há duas ruas (até Outubro alegremente patrocinadas pela Câmara Municipal) com alguns bares onde às Sextas e Sábados à noite se junta toda uma multidão vinda dos arredores à procura de temas de conversa para Segunda-feira de manhã. No entanto, qualquer verdadeiro portuense sabe que o Índice de Dificuldade da Compra de um Jornal ao Domingo atingiu hoje talvez o seu nível mais elevado.</p>
<p>Por exemplo, hoje, 16 de Agosto de 2009. Apesar da haver imensos turistas pela Baixa, fui obrigado a ir comprar o jornal <em>à Estação de São Bento </em>e mesmo aí <em>&#8220;já só há o &#8216;Noticias&#8217;&#8221;</em>. Jornais &#8216;esquisitos&#8217; como o Público só mesmo naqueles locais com muita imprensa internacional, como os <em>shoppings</em> e as bombas de gasolina. Bela reabilitação, Dr. Rio!</p>
<p><br />Ler <b><a href="http://www.cafeina.org/ed/2009/08/comprar-o-jornal-ao-domingo/">Comprar o jornal ao Domingo</a></b> n'<a href="http://www.cafeina.org/ed">O Procrastinador Profissional</a>...</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cafeina.org/ed/2009/08/comprar-o-jornal-ao-domingo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

