28.11.2008

Alexander Torres

#37 · 6 coms.

Lá alguém acordou, mas não foi o tal gigante

Sente-se no ar. Sente-se no estádio, mesmo à distância emocional da televisão. Sente-se nos adeptos, a prepararem-se para digerir vitórias. O Benfica vai voltar a ser o que sempre foi. (…)[Blá-blá-blá conversa de benfiquista saudosista perdido entre os golos de Eusébio e duendes](…) O gigante acordou!

In Cafeina (29.10.2008)

Concordo numa coisa: O Benfica voltou a ser o que sempre foi.

Grande Colosso Europeu 5 (cinco) SLB 1(um)



25.11.2008

Ricardo Duque

#36 · 9 coms.

Condensado de cafeína (ou sintomas de emigrante)

Cafeína = estimulante. Daqui o significado pareçe desvanecer como um anúnico numa parede.

In London, neste bairro de casinhas de bonecas não há cafés. Só pubs. Cada um na sua esquina estrategicamente colocado. Geralmente equidistantes entre si uns três quarteirões, quebram a monotonia e definem assim comunidades de emborcadores que se distinguem pelas marcas da cerveja: Staropramen, London Pride, Red Stripe, Guinness, Magner, Stella, Leffe
Só há uma regra: se bebes, bebes ao meio litro de cada vez, ou então optas pela versão foninhas que é a meia pint.

Domingo às 4 da tarde no Ten Bells, o pub está pejado de MVD’s (Male Vertical Drinkers conceito criado por holandeses para se referirem aos ingleses). Lá fora e cá dentro, tudo de pint no bico. E elas, claro de gin tónico ou meia pint. Não há lugar para sentar-mo-nos, ficamos de pé algures entre o balcão e o WC com um vaso de cerveja na mão a berrar para manter uma conversa no meio de tanta algazarra alcolémia..
Em Roma sê romano e assim naquele Domingo começa a traição do café de Domingo.

Nos últimos tempos, o ritual de “tomar um café” tal como sempre conheci sofreu um processo drástico de deterioração e instrumentalização. Sim, é um instrumento de trabalho tal como a máquina de calcular que está pousada na minha secretária.
Segunda-feira de manhã às 9.30 chego à minha baía, ironicamente chamada blue bay, não porque o céu está sempre azul e nos sentamos em toalhas de praia sobre a areia, mas porque o mobiliário do escritório é organizado por baías e o nosso projecto se chama assim, Azul.
Ligo o meu DELL, leio os mails NNTO (no need to open) que me escaparam da semana passada. É uma espécie de mercado negro que se foi instituindo na intranet onde o staff tenta vender o que tem e já não quer.

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Eduardo Morais

#35 · 3 coms.


Através do excelente Boing Boing chega-nos este vídeo arrepiante: O senhor Schiff, (que pelo ar da coisa será talvez o único banqueiro do mundo com um par de neurónios), previa em 2006, com brutal exactidão, a brutal recessão que hoje é evidente.

O triste é vermos como o Sr. Schiff era tratado como bombo da festa pelos outros intervenientes no debate, ex-conselheiros do Ronald Reagan (será que o Tribunal Penal Internacional não pode julgar esse animal a título póstumo?…) e afins em poses triunfalistas, que chocam pelo delírio com que se auto-iludem. Desejo a esses senhores eternas noites mal dormidas, e ao Sr. Schiff a minha estima e o desejo que esteja a ter umas agradáveis férias em Barbados, pagas pelo dinheiro de quem soube ir trocar as fichas enquanto era tempo.

Afinal só disse aquilo que quem quis olhar para a a Realidade sempre soube…



24.11.2008

Alexander Torres

#34 · 4 coms.

Stinky cat stinks

O programa”Zé Carlos”, ou sei lá como se chama, dos Gato Fedorento, é uma merda. Sim, eu disse-o. Não vale nada. E mesmo as hordes de “fanboys” dos GF, que tentam imitar o R.A.P. para terem piada, que sabem de cor cada sketch que já foi para o ar desde “O Perfeito Anormal”, no seu âmago, sabem-no: estes gajos já tiveram muito mais piada. Ou melhor, já tiveram piada. Pois parece que ter voltado para a SIC lhes fez algum mal aos neurónios, pois foi aí o ponto que estavam decididos a acabar de martelar os metafóricos pregos num caixão para quatro.

Os Gato Fedorento acham-se agora a Contra-Informação do terceiro canal, com críticas mordazes à actualidade política, entremeado com umas bocas na área do futebol ou sociedade, mas em vez de bonecos, têm as teatralidades do Ricardo Araújo Pereira, e tudo rematado com um momento musical absolutamente enfadonho.

Lembro-me de um episódio de “Diz Que É Um Espécie de Magazine” onde limitaram-se a mandar bocas ao Sócrates por não ser engenheiro e pela Ota, e o único momento com piada no programa foi o sketch da senhora que andava à procura do Bolinhas. Mas em contrapartida tínhamos críticas da actualidade com piada como foram as entrevistas a Valentim Loureiro, Joe Berardo ou ao Presidente da Câmara Municipal da Vila Nova da Rabona. Esta nova encarnação, que não passa de uma pálida imitação do formato que criaram para a RTP, nunca teve momentos deste calibre, e a única coisa que realmente merece ser vista, a rúbrica “Tumba!”, nem é propriamente feito por eles.

Antes até havia um sentimento de expectativa pelos domingos à noite, para poder ver Gato Fedorento e discutir e rir sobre o programa no dia seguinte no escritório. Agora prefiro dar uma volta, ou se ficar em casa, ver o Domingo Desportivo do que aturar R.A.P. e Cª.



18.11.2008

Maria João Ruiz

#33 · 4 coms.

Miserable Failure (!!!)

Cá está um dos raros casos em que uma imagem vale, de facto,  mais que mil palavras.

e…



11.11.2008

Alexander Torres

#32 · 5 coms.

Que tipo de adepto és tu?

Tal como nessa selva que são as rodovias, o mundo dos adeptos de futebol parece estar cheio de bestas irracionais e outra fauna que não sabe se comportar em condições. As paixões à volta de vinte e dois semi-analfabetos a pontepear um esférico pela relva por vezes parecem atingir proporções cósmicas, e não menos ridículas. Os adeptos agarram-se às cores do clube e defendem-nas ferozmente, como se estivessem dentro das muralhas de Constantinopla em 1453 e Maomet II lhes estivesse a bater às portas.

Se os clubes fossem homens atrás do volante, os adeptos eram a sua mulher, fielmente casada, mas sempre a berrar-lhe no ouvido para fazer isto, aquilo ou aquele outro, a mandar-lhe chapadas por cada falha, e a incentivá-lo a buzinar aos outros condutores, enquanto faz piças às esposas dos mesmos. Ou não eram? Que tipos de adeptos há por aí? Serão todos assim tão mentalmente instáveis? Ou haverá um “yin” para este colossal “yang”?

Já agora, que tipo de adepto és tu?

1. Hoje é dia de jogo. O teu clube joga em casa e tens bilhetes. Como te preparas para assistir ao jogo?

a. Cachecol ao pescoço e algum troco para o café. E pronto.
b. Cachecol ao pescoço, cachecóis atados aos pulsos, camisola, pintura facial, bandeira, apito, chapéu ridículo, e dinheiro para comprar um cachecol diferente dos que já tens.
c. Cachecol, soqueira, “naifa”, e casaco da claque.


2. Estás entre amigos a discutir futebol, e há alguém que é de um clube rival. Como encaras a situação?

a. Na boa. Desde que dê para a galhofa, pode dizer-se tudo.
b. Como se fosse um debate para a Presidência. Citas tudo que é estatística desde 1922 para cá, enumeras mil e um casos de arbitragem em jogos entre o teu clube e o outro, e realças “rankings” da UEFA e até finais europeias perdidas do teu clube como incomparáveis momentos de glória.
c.

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08.11.2008

Alexander Torres

#31 · 14 coms.

Cafeína clássico



06.11.2008

Maria João Ruiz

#30 · 6 coms.

A Sudden Gust of Wind

Aqui escrevo o que ele quer. Ali escrevo o que eu quero.

Aqui porto-me bem, penso e meço as palavras, tento não dar erros e nem entrar em picardias privadas nem tão pouco anunciar a próxima festa da rua de cima. Aqui sou ‘crescidinha’, apesar de ser para sempre a mais ‘novinha’. Aqui vou falar de politiquisses (quando o diabo entrar pela porta da frente e me forçar a tal, pois para isso tenho-o a ele), vou achar que aquela musica é audível (porque ele também o acha (mas se for a ver ele também, e de facto ambos concordamos), só não vou falar da bola, que menina que se preze não gasta tempo nessas coisas (porque para isso temos ele), poderei também dar o jeitinho e contar um conto (mas ele faz isso bem melhor que eu).

Só não me peçam para pontuar palavras. Nem aqui, nem ali.

De qualquer forma fui a ultima a chegar e penso deixar a porta ‘entre-aberta’, nunca se sabe quem virá a seguir (mas se bem me recordo ainda falta alguem…) e o cansaço justifica tal.

Se errar, o senhor da caneta azul trata de emendar. No final de contas é para isso que existem os editores, não?!

On the other hand…

(Falei com o editor e ambos concordamos em reunião lá para os lados das Galerias Paris que seria uma entrada triunfante a minha se optasse por fazer um artigo que cruzasse os senhores de Brokeback Mountain com a Canção do Engate do António Variações.)

Mas já passa das duas da manhã e aqui sou ‘crescidinha’.



05.11.2008

Eduardo Morais

#29 · 8 coms.

Presidente Obama

Além disso o gajo tem pinta.

Soube bem escrever o título, por isso volto a repetir:

Presidente Obama.

Lembro-me muito bem do pesadelo das eleições americanas de 2000. Lembro-me de assistir à transmissão da noite eleitoral, fazendo uma quase-directa até de manhã, e de me deitar sem saber quem seria o homem mais influente no mundo nos quatro, porventura oito anos seguintes. E lembro-me do desespero, quase um mês depois, quando se confirmou o golpe a favor do senhor Bush. Na altura discuti muito, com amigos e familiares, que achavam muito bem a vitória da Direita na América, para “limpar o mundo da rebaldaria das Esquerdas”. Enfim, o tal ‘discurso da tanga’. Não compreenderam aquilo que eu soube logo: o presidente dos EUA não é apenas o presidente de um país poderoso, como o presidente chinês ou o presidente russo, os tais com acesso ao Botãozinho Vermelho da Destruição Total. O presidente dos EUA é o presidente da principal potência mediática, e a ideologia desse senhor será a ideologia mais influente em grande parte do mundo nos anos seguintes. No dia da tomada de posse de G. W. Bush escrevi aqui um artigo acerca disto. Ainda estávamos longe de adivinhar o que viria aí.

O 11 de Setembro, independentemente dos culpados por este grave crime, deu à Direita mais reaccionária dos Estados Unidos (e, por arrasto, de grande parte do mundo) a desculpa para entrar numa total orgia triunfalista, com os discursos do “conosco ou contra nós”, com medidas securitárias radicais de dar orgasmos a muito PIDE encapotado (tanques e soldados de metrelhadora à porta de aeroportos na Europa, detenções ilegais, etc), mas também levou a mudanças substanciais no dia-a-dia de pequenos locais como o nosso Portugal - estou convencido que sem Bush nunca teria o recibo verde, o estágio não remunerado, o congelamento dos aumentos dos salários reais chegado ao cúmulo onde chegou.

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31.10.2008

Carlos Lobão

#28 · 5 coms.

and now, for something completely different....




O Cafeína é um weblog onde desde Agosto de 2000 escrevemos sobre certos assuntos.

Os intervenientes têm uma certa responsabilidade nos seus artigos. Eles são:

Editor:
Eduardo Morais

Escrita e Cafeínado:
Alexander Torres

Escrita:
Henrique Alves
Carlos Lobão
Maria João Ruiz
Ricardo Duque






Houve um momento em que experimentámos publicar uma fanzine, fotocopiada como deve ser.

Podem fazer o download de versões PDF (que não fazem justiça à xunguice da impressão):

Número Zero
Agosto de 2001

Desespero Celular;
Menos Bófia;
O Engate do Lado.

Número 1
Início de 2002

Não me Grite!
O Automóvel é uma Droga;
Nós Pimba!

Número 2
Final de 2002

Porrada;
Notícias Lá de Cima;
Dupla Personalidade



- ...queres morangos em janeiro?

- O Gigante acordou.

- Taxistas portugueses só em Lisboa

- Crise Financeiró-Económica do Catano

- Portugal, 0 - Albânia, 0

- As figurinhas que fazemos

- Vamos todos falir!

- Aquele Querido Mês de Agosto

- Um Rio de merda

- Bon voyage!

- Relíquias

- Metam-se na vossa vida!

- Desenrascate yourself

- Enchendo Chouriços

- Marados dos cornos




Entre Agosto de 2000 e o seu encerramento em Julho de 2005 o Cafeína foi um dos mais populares weblogs portugueses.

Podes consultar todos os artigos aqui colocados durante essa época.

Por data:

Por membro do staff:






Uma produção Eduardo Morais / Asseptic.org
Todos os artigos são da inteira responsabilidade dos respectivos autores.
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