<?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?>
<rss version="2.0" 
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
>
<channel>
<title>Cafeína.</title>
<link>http://www.cafeina.org</link>
<description>Posts colocados no Cafeína.</description>
<language>pt</language>
<image>
<url>http://www.cafeina.org/avatar.gif</url>
<title>Cafeina</title>
<link>http://www.cafeina.org</link>
<width>128</width>
<height>128</height>
</image>
<item>
<title>Lá alguém acordou, mas não foi o tal gigante</title>
<link>http://www.cafeina.org/post/37</link>
<description><![CDATA[ <p><img src="http://media.tumblr.com/y248wAy4RgtopqhtfjQNeoHEo1_500.jpg" title="Quem será? Será Ricardo Rojas, a celebrar um golo contra o antigo clube, onde sente que foi injustiçado ao ser rotulado como uma «merda de jogador»?"/><i>Sente-se no ar. Sente-se no estádio, mesmo à distância emocional da televisão. Sente-se nos adeptos, a prepararem-se para digerir vitórias. <b>O Benfica vai voltar a ser o que sempre foi</b>. </i>(&#8230)[Blá-blá-blá conversa de benfiquista saudosista perdido entre os golos de Eusébio e duendes](&#8230) <i>O gigante acordou!</i></p>

<p><i>In</i> <a href="http://www.cafeina.org/post/26">Cafeina (29.10.2008)</a></p>

<p>Concordo numa coisa: O Benfica voltou a ser o que sempre foi.</p>

<p><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=1018079&ampdiv_id=1456">Grande Colosso Europeu 5 (cinco) SLB 1(um)</a></p>
- Alexander Torres (27.11.2008) ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ 
<p><img src="http://media.tumblr.com/y248wAy4RgtopqhtfjQNeoHEo1_500.jpg" title="Quem será? Será Ricardo Rojas, a celebrar um golo contra o antigo clube, onde sente que foi injustiçado ao ser rotulado como uma «merda de jogador»?"/><i>Sente-se no ar. Sente-se no estádio, mesmo à distância emocional da televisão. Sente-se nos adeptos, a prepararem-se para digerir vitórias. <b>O Benfica vai voltar a ser o que sempre foi</b>. </i>(&#8230)[Blá-blá-blá conversa de benfiquista saudosista perdido entre os golos de Eusébio e duendes](&#8230) <i>O gigante acordou!</i></p>

<p><i>In</i> <a href="http://www.cafeina.org/post/26">Cafeina (29.10.2008)</a></p>

<p>Concordo numa coisa: O Benfica voltou a ser o que sempre foi.</p>

<p><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=1018079&ampdiv_id=1456">Grande Colosso Europeu 5 (cinco) SLB 1(um)</a></p>

- Alexander Torres (27.11.2008)
 ]]></content:encoded>
<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 23:30:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="true">http://www.cafeina.org/post/37</guid>
</item>
<item>
<title>Condensado de cafeína (ou sintomas de emigrante)</title>
<link>http://www.cafeina.org/post/36</link>
<description><![CDATA[ <p><b>Cafeína = estimulante</b>. Daqui o significado pareçe desvanecer como um anúnico numa parede.</p>

<p><i>In London</i>, neste bairro de casinhas de bonecas não há cafés. Só pubs. Cada um na sua esquina estrategicamente colocado. Geralmente equidistantes entre si uns três quarteirões, quebram a monotonia e definem assim comunidades de emborcadores que se distinguem pelas marcas da cerveja: <i>Staropramen, London Pride, Red Stripe, Guinness, Magner, Stella, Leffe</i>&#8230 <br/>
Só há uma regra: se bebes, bebes ao meio litro de cada vez, ou então optas pela versão foninhas que é a meia <i>pint</i>. </p>

<p>Domingo às 4 da tarde no <i>Ten Bells</i>, o pub está pejado de MVD&#8217s (<i>Male Vertical Drinkers </i>conceito criado por holandeses para se referirem aos ingleses). Lá fora e cá dentro, tudo de <i>pint</i> no bico. E elas, claro de gin tónico ou meia <i>pint</i>. Não há lugar para sentar-mo-nos, ficamos de pé algures entre o balcão e o WC com um vaso de cerveja na mão a berrar para manter uma conversa no meio de tanta algazarra alcolémia..<br/>
Em Roma sê romano e assim naquele Domingo começa a traição do café de Domingo.</p>

<p>Nos últimos tempos, o ritual de &#8220tomar um café&#8221 tal como sempre conheci sofreu um processo drástico de deterioração e instrumentalização. Sim, é um instrumento de trabalho tal como a máquina de calcular que está pousada na minha secretária.<br/>
Segunda-feira de manhã às 9.30 chego à minha baía, ironicamente chamada <i>blue bay</i>, não porque o céu está sempre azul e nos sentamos em toalhas de praia sobre a areia, mas porque o mobiliário do escritório é organizado por baías e o nosso projecto se chama assim, Azul. <br/>
Ligo o meu <i>DELL</i>, leio os mails <i>NNTO</i> (no need to open) que me escaparam da semana passada. É uma espécie de mercado negro que se foi instituindo na intranet onde o staff tenta vender o que tem e já não quer. Bicicletas, alugueres de quartos ou apartamentos, torradeiras, bilhetes para concertos, etc.<br/>
Ofereço-me para fazer um café ao pessoal da minha <i>bay</i>. Dirijo-me à <i>kitchenette</i> e pego numa das cafeteiras <i>Bodum. </i>A <i>kitchnette </i>é um ponto de passagem e de encontro. Enquanto a água ferve, os que por ali vão passando repetem a instituida pergunta de segunda-feira: <i>How was your weekend?</i> .<br/>
Já preparado para despejar a água fervida na cafeteira, um qualquer Ben insiste em demonstrar a sua técnica de misturar a água fervida sem torrar o café no processo. Pega numa colher de sopa e coloca-a na cafeteira com a concavidade para baixo entornando a água sobre a superfície convexa. A água cai sobre o metal frio perdendo uns graus celsius de temperatura para uma mistura perfeita. Interessante mas sem qualquer aplicação prática&#8230 o café continua uma merda.<br/>
Café feito, um tabuleiro, 4 chávenas de chá, uma tigela com cubos de açúcar e um mini pacote de leite e estamos prontos para começar na nossa baía. Joy Division, a cafeína entra a kickar e o trabalho ganha o embalo epiléptico do momento. Para controlar excessos, pepermint tea &#8230</p>

<p><i>Starbucks, Nero, Pret</i> ou cadeias do género são autênticas fata-morganas para um apreciador de &#8220tomar um café&#8221. <i>Machiatto, Americano, Expresso, Cappucinno, Black ou White Coffee</i> simulam um nível de especialização de quem sabe o que está a fazer no que à cafeina diz respeito. Serviço, só ao balcão, só uma voz ao fim da fila: <i>Next!</i> em intervalos de meio minuto tempo médio em que os clientes são despachados, dir-se-ia, à biqueirada. O sujeito fardado de embaixador da cafeinolândia pergunta se é para ficar ou para levar. Se ficar aplica-se a &#8220taxa de indulgência&#8221, uns 30p em cima da libra. Se é assim é para levar. O café é servido em copinhos de papel e a mistura do açucar é feita com uma varinha de pau&#8230 mas que é isto? Estamos num picnic ou quê?</p>

<p>Setembro em Montreal, algures numa das inúmeras esplanadas de Mile End peço um café e um croissant. O empregado serve um daqueles cafés em chávena de chá (como já estava à espera) e um croissant num prato com um guardanapo impresso onde se lia <i>Welcome! Bienvenue!</i>. Saco do livro e deixo-me derreter na cadeira. Após umas 5 páginas, <i>More coffee, sir?</i>. Esta é a alma do café Norte-Americano, é  tipo um contracto: café pedido é o compromisso de chávena cheia até o livro acabar. Good life!<br/>
10 páginas depois tudo parece mais luminoso, mais saturado. <i>More coffee?, Sure</i>!. 15 páginas depois não só tudo parece mais saturado, uma certa ansiedade apodera-se. Os dedos começam a tremer&#8230 Tinha passado o limite da estimulação para uma espécie de mini sobre dosagem que me ia levar a escrever, minutos mais tarde, uma espécie de paranóia teórica sobre a América do Norte, uma verdade última que só se atinge e só faz sentido com uma bordoada de cafeína. Aqui vai a pérola:</p>

<p><i>For those coming from the Old Continent it&#8217s hard not to notice an omnipresent difference in things. It is however as subtle as the difference between Coca-Cola cans. They are just barely larger, everything is slightly bigger. Streets, houses, cars, signage, cigarette packs, everything seems to have suffered from a fattening process&#8230 Where once Romans lend their vitruvian notion of proportion, here Mc Donalds seems to be the new Romans. So far, this &#8220open proportion&#8221 in things feels like clumsy, as if you had taken two more cups of coffee than usual.</i></p>

<p>(Ganda moca!)</p>

<p>Daqui a mês e meio espero estar no Ceuta a &#8220tomar um café&#8221 com a malta do costume. Um <i>cimbalino</i> trazido por um daqueles míticos senhores Manueis que arrastam as cadeiras a pontapé e deixam cair os sacos de açúcar na mesa com o mesmo jeito de quem já atirou muita bisca na tábua da da Praça da República. Enquanto os minutos vão passando, a conversa passa pelo processo alquímico da cafeína, e isto sim é um cimbalino!</p>
- Ricardo Duque (25.11.2008) ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ 
<p><b>Cafeína = estimulante</b>. Daqui o significado pareçe desvanecer como um anúnico numa parede.</p>

<p><i>In London</i>, neste bairro de casinhas de bonecas não há cafés. Só pubs. Cada um na sua esquina estrategicamente colocado. Geralmente equidistantes entre si uns três quarteirões, quebram a monotonia e definem assim comunidades de emborcadores que se distinguem pelas marcas da cerveja: <i>Staropramen, London Pride, Red Stripe, Guinness, Magner, Stella, Leffe</i>&#8230 <br/>
Só há uma regra: se bebes, bebes ao meio litro de cada vez, ou então optas pela versão foninhas que é a meia <i>pint</i>. </p>

<p>Domingo às 4 da tarde no <i>Ten Bells</i>, o pub está pejado de MVD&#8217s (<i>Male Vertical Drinkers </i>conceito criado por holandeses para se referirem aos ingleses). Lá fora e cá dentro, tudo de <i>pint</i> no bico. E elas, claro de gin tónico ou meia <i>pint</i>. Não há lugar para sentar-mo-nos, ficamos de pé algures entre o balcão e o WC com um vaso de cerveja na mão a berrar para manter uma conversa no meio de tanta algazarra alcolémia..<br/>
Em Roma sê romano e assim naquele Domingo começa a traição do café de Domingo.</p>

<p>Nos últimos tempos, o ritual de &#8220tomar um café&#8221 tal como sempre conheci sofreu um processo drástico de deterioração e instrumentalização. Sim, é um instrumento de trabalho tal como a máquina de calcular que está pousada na minha secretária.<br/>
Segunda-feira de manhã às 9.30 chego à minha baía, ironicamente chamada <i>blue bay</i>, não porque o céu está sempre azul e nos sentamos em toalhas de praia sobre a areia, mas porque o mobiliário do escritório é organizado por baías e o nosso projecto se chama assim, Azul. <br/>
Ligo o meu <i>DELL</i>, leio os mails <i>NNTO</i> (no need to open) que me escaparam da semana passada. É uma espécie de mercado negro que se foi instituindo na intranet onde o staff tenta vender o que tem e já não quer. Bicicletas, alugueres de quartos ou apartamentos, torradeiras, bilhetes para concertos, etc.<br/>
Ofereço-me para fazer um café ao pessoal da minha <i>bay</i>. Dirijo-me à <i>kitchenette</i> e pego numa das cafeteiras <i>Bodum. </i>A <i>kitchnette </i>é um ponto de passagem e de encontro. Enquanto a água ferve, os que por ali vão passando repetem a instituida pergunta de segunda-feira: <i>How was your weekend?</i> .<br/>
Já preparado para despejar a água fervida na cafeteira, um qualquer Ben insiste em demonstrar a sua técnica de misturar a água fervida sem torrar o café no processo. Pega numa colher de sopa e coloca-a na cafeteira com a concavidade para baixo entornando a água sobre a superfície convexa. A água cai sobre o metal frio perdendo uns graus celsius de temperatura para uma mistura perfeita. Interessante mas sem qualquer aplicação prática&#8230 o café continua uma merda.<br/>
Café feito, um tabuleiro, 4 chávenas de chá, uma tigela com cubos de açúcar e um mini pacote de leite e estamos prontos para começar na nossa baía. Joy Division, a cafeína entra a kickar e o trabalho ganha o embalo epiléptico do momento. Para controlar excessos, pepermint tea &#8230</p>

<p><i>Starbucks, Nero, Pret</i> ou cadeias do género são autênticas fata-morganas para um apreciador de &#8220tomar um café&#8221. <i>Machiatto, Americano, Expresso, Cappucinno, Black ou White Coffee</i> simulam um nível de especialização de quem sabe o que está a fazer no que à cafeina diz respeito. Serviço, só ao balcão, só uma voz ao fim da fila: <i>Next!</i> em intervalos de meio minuto tempo médio em que os clientes são despachados, dir-se-ia, à biqueirada. O sujeito fardado de embaixador da cafeinolândia pergunta se é para ficar ou para levar. Se ficar aplica-se a &#8220taxa de indulgência&#8221, uns 30p em cima da libra. Se é assim é para levar. O café é servido em copinhos de papel e a mistura do açucar é feita com uma varinha de pau&#8230 mas que é isto? Estamos num picnic ou quê?</p>

<p>Setembro em Montreal, algures numa das inúmeras esplanadas de Mile End peço um café e um croissant. O empregado serve um daqueles cafés em chávena de chá (como já estava à espera) e um croissant num prato com um guardanapo impresso onde se lia <i>Welcome! Bienvenue!</i>. Saco do livro e deixo-me derreter na cadeira. Após umas 5 páginas, <i>More coffee, sir?</i>. Esta é a alma do café Norte-Americano, é  tipo um contracto: café pedido é o compromisso de chávena cheia até o livro acabar. Good life!<br/>
10 páginas depois tudo parece mais luminoso, mais saturado. <i>More coffee?, Sure</i>!. 15 páginas depois não só tudo parece mais saturado, uma certa ansiedade apodera-se. Os dedos começam a tremer&#8230 Tinha passado o limite da estimulação para uma espécie de mini sobre dosagem que me ia levar a escrever, minutos mais tarde, uma espécie de paranóia teórica sobre a América do Norte, uma verdade última que só se atinge e só faz sentido com uma bordoada de cafeína. Aqui vai a pérola:</p>

<p><i>For those coming from the Old Continent it&#8217s hard not to notice an omnipresent difference in things. It is however as subtle as the difference between Coca-Cola cans. They are just barely larger, everything is slightly bigger. Streets, houses, cars, signage, cigarette packs, everything seems to have suffered from a fattening process&#8230 Where once Romans lend their vitruvian notion of proportion, here Mc Donalds seems to be the new Romans. So far, this &#8220open proportion&#8221 in things feels like clumsy, as if you had taken two more cups of coffee than usual.</i></p>

<p>(Ganda moca!)</p>

<p>Daqui a mês e meio espero estar no Ceuta a &#8220tomar um café&#8221 com a malta do costume. Um <i>cimbalino</i> trazido por um daqueles míticos senhores Manueis que arrastam as cadeiras a pontapé e deixam cair os sacos de açúcar na mesa com o mesmo jeito de quem já atirou muita bisca na tábua da da Praça da República. Enquanto os minutos vão passando, a conversa passa pelo processo alquímico da cafeína, e isto sim é um cimbalino!</p>

- Ricardo Duque (25.11.2008)
 ]]></content:encoded>
<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 22:14:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="true">http://www.cafeina.org/post/36</guid>
</item>
<item>
<title>Através do excelente Boing Boing chega-nos este vídeo arrepiante: O senhor Schiff, (que pelo ar da [...]</title>
<link>http://www.cafeina.org/post/35</link>
<description><![CDATA[ <object width="400" height="336"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2I0QN-FYkpw"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/2I0QN-FYkpw" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="336" wmode="transparent"></embed></object><br /><p>Através do excelente <a href="http://www.boingboing.net/">Boing Boing</a> chega-nos este vídeo arrepiante: O senhor Schiff, (que pelo ar da coisa será talvez o único banqueiro do mundo com um par de neurónios), previa em 2006, com brutal exactidão, a brutal recessão que hoje é evidente.</p>

<p>O triste é vermos como o Sr. Schiff era tratado como bombo da festa pelos outros intervenientes no debate, ex-conselheiros do Ronald Reagan (será que o Tribunal Penal Internacional não pode julgar esse animal a título póstumo?&#8230) e afins em poses triunfalistas, que chocam pelo delírio com que se auto-iludem. Desejo a esses senhores eternas noites mal dormidas, e ao Sr. Schiff a minha estima e o desejo que esteja a ter umas agradáveis férias em Barbados, pagas pelo dinheiro de quem soube ir trocar as fichas enquanto era tempo.</p>

<p>Afinal só disse aquilo que quem quis olhar para a a Realidade sempre soube&#8230</p><br />
- Eduardo Morais (25.11.2008) ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ 
<object width="400" height="336"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2I0QN-FYkpw"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/2I0QN-FYkpw" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="336" wmode="transparent"></embed></object><br /><p>Através do excelente <a href="http://www.boingboing.net/">Boing Boing</a> chega-nos este vídeo arrepiante: O senhor Schiff, (que pelo ar da coisa será talvez o único banqueiro do mundo com um par de neurónios), previa em 2006, com brutal exactidão, a brutal recessão que hoje é evidente.</p>

<p>O triste é vermos como o Sr. Schiff era tratado como bombo da festa pelos outros intervenientes no debate, ex-conselheiros do Ronald Reagan (será que o Tribunal Penal Internacional não pode julgar esse animal a título póstumo?&#8230) e afins em poses triunfalistas, que chocam pelo delírio com que se auto-iludem. Desejo a esses senhores eternas noites mal dormidas, e ao Sr. Schiff a minha estima e o desejo que esteja a ter umas agradáveis férias em Barbados, pagas pelo dinheiro de quem soube ir trocar as fichas enquanto era tempo.</p>

<p>Afinal só disse aquilo que quem quis olhar para a a Realidade sempre soube&#8230</p><br />

- Eduardo Morais (25.11.2008)
 ]]></content:encoded>
<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 00:16:13 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="true">http://www.cafeina.org/post/35</guid>
</item>
<item>
<title>Stinky cat stinks</title>
<link>http://www.cafeina.org/post/34</link>
<description><![CDATA[ <p>O programa&#8221Zé Carlos&#8221, ou sei lá como se chama, dos Gato Fedorento, é uma merda. Sim, eu disse-o. Não vale nada. E mesmo as hordes de &#8220fanboys&#8221 dos GF, que tentam imitar o R.A.P. para terem piada, que sabem de cor cada sketch que já foi para o ar desde &#8220O Perfeito Anormal&#8221, no seu âmago, sabem-no: estes gajos já tiveram muito mais piada. Ou melhor, já tiveram piada. Pois parece que ter voltado para a SIC lhes fez algum mal aos neurónios, pois foi aí o ponto que estavam decididos a acabar de martelar os metafóricos pregos num caixão para quatro. </p>

<p>Os Gato Fedorento acham-se agora a Contra-Informação do terceiro canal, com críticas mordazes à actualidade política, entremeado com umas bocas na área do futebol ou sociedade, mas em vez de bonecos, têm as teatralidades do Ricardo Araújo Pereira, e tudo rematado com um momento musical absolutamente enfadonho. </p>

<p>Lembro-me de um episódio de &#8220Diz Que É Um Espécie de Magazine&#8221 onde limitaram-se a mandar bocas ao Sócrates por não ser engenheiro e pela Ota, e o único momento com piada no programa foi o sketch da senhora que andava à procura do Bolinhas. Mas em contrapartida tínhamos críticas da actualidade com piada como foram as entrevistas a Valentim Loureiro, Joe Berardo ou ao Presidente da Câmara Municipal da Vila Nova da Rabona. Esta nova encarnação, que não passa de uma pálida imitação do formato que criaram para a RTP, nunca teve momentos deste calibre, e a única coisa que realmente merece ser vista, a rúbrica &#8220Tumba!&#8221, nem é propriamente feito por eles. </p>

<p>Antes até havia um sentimento de expectativa pelos domingos à noite, para poder ver Gato Fedorento e discutir e rir sobre o programa no dia seguinte no escritório. Agora prefiro dar uma volta, ou se ficar em casa, ver o Domingo Desportivo do que aturar R.A.P. e Cª.</p>
- Alexander Torres (24.11.2008) ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ 
<p>O programa&#8221Zé Carlos&#8221, ou sei lá como se chama, dos Gato Fedorento, é uma merda. Sim, eu disse-o. Não vale nada. E mesmo as hordes de &#8220fanboys&#8221 dos GF, que tentam imitar o R.A.P. para terem piada, que sabem de cor cada sketch que já foi para o ar desde &#8220O Perfeito Anormal&#8221, no seu âmago, sabem-no: estes gajos já tiveram muito mais piada. Ou melhor, já tiveram piada. Pois parece que ter voltado para a SIC lhes fez algum mal aos neurónios, pois foi aí o ponto que estavam decididos a acabar de martelar os metafóricos pregos num caixão para quatro. </p>

<p>Os Gato Fedorento acham-se agora a Contra-Informação do terceiro canal, com críticas mordazes à actualidade política, entremeado com umas bocas na área do futebol ou sociedade, mas em vez de bonecos, têm as teatralidades do Ricardo Araújo Pereira, e tudo rematado com um momento musical absolutamente enfadonho. </p>

<p>Lembro-me de um episódio de &#8220Diz Que É Um Espécie de Magazine&#8221 onde limitaram-se a mandar bocas ao Sócrates por não ser engenheiro e pela Ota, e o único momento com piada no programa foi o sketch da senhora que andava à procura do Bolinhas. Mas em contrapartida tínhamos críticas da actualidade com piada como foram as entrevistas a Valentim Loureiro, Joe Berardo ou ao Presidente da Câmara Municipal da Vila Nova da Rabona. Esta nova encarnação, que não passa de uma pálida imitação do formato que criaram para a RTP, nunca teve momentos deste calibre, e a única coisa que realmente merece ser vista, a rúbrica &#8220Tumba!&#8221, nem é propriamente feito por eles. </p>

<p>Antes até havia um sentimento de expectativa pelos domingos à noite, para poder ver Gato Fedorento e discutir e rir sobre o programa no dia seguinte no escritório. Agora prefiro dar uma volta, ou se ficar em casa, ver o Domingo Desportivo do que aturar R.A.P. e Cª.</p>

- Alexander Torres (24.11.2008)
 ]]></content:encoded>
<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 19:36:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="true">http://www.cafeina.org/post/34</guid>
</item>
<item>
<title>Miserable Failure (!!!)</title>
<link>http://www.cafeina.org/post/33</link>
<description><![CDATA[ <p>Cá está um dos raros casos em que uma imagem vale, de facto,  mais que mil palavras.</p>
<p><img height="301" width="450" src="http://farm1.static.flickr.com/169/369539947_e3f05b50e5.jpg"/></p>
<p>e&#8230</p>
<p><img src="http://farm1.static.flickr.com/247/522707287_6d55a207e5.jpg?v=0"/></p>
- Maria João Ruiz (18.11.2008) ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ 
<p>Cá está um dos raros casos em que uma imagem vale, de facto,  mais que mil palavras.</p>
<p><img height="301" width="450" src="http://farm1.static.flickr.com/169/369539947_e3f05b50e5.jpg"/></p>
<p>e&#8230</p>
<p><img src="http://farm1.static.flickr.com/247/522707287_6d55a207e5.jpg?v=0"/></p>

- Maria João Ruiz (18.11.2008)
 ]]></content:encoded>
<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 18:45:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="true">http://www.cafeina.org/post/33</guid>
</item>
<item>
<title>Que tipo de adepto és tu?</title>
<link>http://www.cafeina.org/post/32</link>
<description><![CDATA[ <p>Tal como nessa selva que são as rodovias, o mundo dos adeptos de futebol parece estar cheio de bestas irracionais e outra fauna que não sabe se comportar em condições. As paixões à volta de vinte e dois semi-analfabetos a pontepear um esférico pela relva por vezes parecem atingir proporções cósmicas, e não menos ridículas. Os adeptos agarram-se às cores do clube e defendem-nas ferozmente, como se estivessem dentro das muralhas de Constantinopla em 1453 e Maomet II lhes estivesse a bater às portas.</p>

<p>Se os clubes fossem homens atrás do volante, os adeptos eram a sua mulher, fielmente casada, mas sempre a berrar-lhe no ouvido para fazer isto, aquilo ou aquele outro, a mandar-lhe chapadas por cada falha, e a incentivá-lo a buzinar aos outros condutores, enquanto faz piças às esposas dos mesmos. Ou não eram? Que tipos de adeptos há por aí? Serão todos assim tão mentalmente instáveis? Ou haverá um &#8220yin&#8221 para este colossal &#8220yang&#8221?</p>

<p>Já agora, que tipo de adepto és tu?</p>

<p>1. Hoje é dia de jogo. O teu clube joga em casa e tens bilhetes. Como te preparas para assistir ao jogo?</p>

<p>a. Cachecol ao pescoço e algum troco para o café. E pronto.<br/>
b. Cachecol ao pescoço, cachecóis atados aos pulsos, camisola, pintura facial, bandeira, apito, chapéu ridículo, e dinheiro para comprar um cachecol diferente dos que já tens.<br/>
c. Cachecol, soqueira, &#8220naifa&#8221, e casaco da claque.</p>

<p><br/>
2. Estás entre amigos a discutir futebol, e há alguém que é de um clube rival. Como encaras a situação?</p>

<p>a. Na boa. Desde que dê para a galhofa, pode dizer-se tudo.<br/>
b. Como se fosse um debate para a Presidência. Citas tudo que é estatística desde 1922 para cá, enumeras mil e um casos de arbitragem em jogos entre o teu clube e o outro, e realças &#8220rankings&#8221 da UEFA e até finais europeias perdidas do teu clube como incomparáveis momentos de glória.<br/>
c. Com os punhos.</p>

<p><br/>
3. Está prestes a começar um embate entre o teu clube e o maior rival. De que esperas do jogo?</p>

<p>a. Grande futebol, uma orgia de golos, e, se possível, uma vitória convincente do teu clube.<br/>
b. Ganhar, nem que seja no décimo minuto de compensação, com um golo marcado com a mão, em falta, em fora-de-jogo, e sem a bola sequer ter entrado.<br/>
c. Muitos adeptos adversários para poder andar à pancada.</p>

<p><br/>
4. Durante um jogo, um jogador da tua equipa adgride um adversário a soco e é expulso. Como reages?</p>

<p>a. Pensas &#8220Como é que um gajo que ganha mais num mês do que eu num ano faz isto?&#8221<br/>
b. Pronto, é a pura roubalheira do costume com a qual os árbitros vitimizam a nossa grande equipa. O jogador adversário claramente deu uma violenta cabeçada no punho cerrado do nosso nobre jogador.<br/>
c. Inventas um novo cântico a glorificar o jogador expulso, fazes uma esperinha ao árbitro e organizas a malta para apedrejar o carro do jogador agredido.</p>

<p><br/>
5. Durante um jogo para o campeonato em casa com o último classificado, está um adepto da equipa adversária no meio dos da casa. Grita, braceja, abana o cachecol, apoia a sua equipa. E tu?</p>

<p>a. Ris-te, que o pobre homem deve ser maluquinho.<br/>
b. Mandas insultos hediondos para o ar, de modo que o gajo te ouça, e vais gritar &#8220GOOOLO!!!!&#8221 aos ouvidos dele, caso a tua equipa marque. <br/>
c. Pontapé na nuca, com força suficiente para ele ir parar ao relvado.</p>

<p><br/>
6. Qual é o local do estádio que mais gostas para ver um jogo?</p>

<p>a. A meio da bancada central, para ter uma boa percepção do jogo.<br/>
b. Junto ao relvado, para poder gritar insultos estridentes ao bandeirinha.<br/>
c. Numa das superiores, preferencialmente junto a cadeiras vazias para poder arremessá-las para o relvado.</p>

<p>7. Momento mais memorável e emocionante enquanto adepto.</p>

<p>a. Aquela final da Taça em que a malta foi toda para o Estádio Nacional com o farnel às costas, e lanchámos no meio dos adeptos do adversários, e trocámos vinho e cerveja e toda a gente contou piadas, e ficamos todos amigos.<br/>
b. A gloriosa goleada em casa do nosso maior rival, nos anos 30.<br/>
c. Aquele jogo europeu em que levei uma naifada da claque adversária, mas onde ainda rebentei o focinho a cinco deles.</p>

<p><br/>
8. A tua equipa perde copiosamente em casa, mais uma derrota numa série de maus resultados.</p>

<p>a. Lenços brancos e conversas de café sobre qual o melhor treinador para o clube, que jogadores devia por a jogar e quem deveria estar na lista de dispensas no fim da época.<br/>
b. Choras baba e ranho, enquanto insultas jogadores, treinador, dirigentes, árbitros e outros adeptos que não partilhem da tua visão. E ainda invades as instalações da direcção aos berros frente às câmaras de televisão. <br/>
c. Organizas a malta para seguir os jogadores e, caso ousem sair à noite, dar-lhes uma carga de facho. Isso e apedrejar o carro do treinador.</p>

<p><br/>
9. A tua equipa vence um adversário complicado com uma exibição portentosa e uma goleada. </p>

<p>a. Bem bom, mas a malta que não se entusiasme demais. Há que manter a forma e amealhar pontos para nos afastarmos dos nossos concorrentes directos.<br/>
b. É a euforia total, já vejo a equipa a trazer a Taça dos Campeões Europeus para cá, e até já pintei o meu carro com as cores e símbolo do clube, mesmo sabendo que ele vai aparecer amanhã de manhã completamente desfeito. <br/>
c. Vou espancar alguém por cada golo que a minha equipa marcou.</p>

<p><br/>
10. A seguir à vitória, como celebras?</p>

<p>a. Vou para os copos com uns amigos, e brindámos ao clube!<br/>
b. Grito as glórias do clube pela noite adentro até os vizinhos chamarem a bófia.<br/>
c. Cerveja, ganza, e sexo em grupo com as badalhocas da claque.</p>

<p><br/>
11. O novo treinador do teu clube é um tipo calmo, descontraído e que evita as habituais polémicas, críticas às arbitragens e, sempre que pode, até repudia comportamentos menos correctos dos adeptos da casa. Como vês este técnico?</p>

<p>a. Este gajo é uma pedrada no charco!<br/>
b. Este gajo vai levar a equipa para o charco.<br/>
c. Morto à pedrada, corpo no charco.</p>

<p><br/>
12. E finalmente, se pudesses trabalhar no teu clube, o que gostarias de fazer lá?</p>

<p>a. Ser treinador, que é para arrumar a casa e por aqueles meninos minados a correr e a jogar como deve ser!<br/>
b. Ser presidente, para poder ir à televisão arranjar confusão com outros presidentes, e chamar-lhes nomes e acusá-los de crimes e insultar árbitros, e dizer sempre que o meu clube é o maior!<br/>
c. Ser Capanga-Mor do presidente.</p>

<p>Resultados:<br/>
Escolheste mais vezes a resposta &#8216a&#8217: És um gajo que vibra com futebol, gostas do clube, mas sabes que há coisas mais importantes na vida. </p>

<p>Escolheste mais vezes a resposta &#8216b&#8217: És um ceguinho que só vê as cores do clube à frente, e és capaz de vender a própria mãe se isso desse os 3 pontos à equipa. </p>

<p>Escolheste mais vezes a resposta &#8216c&#8217: Devias estar preso, não no estádio.</p>
- Alexander Torres (11.11.2008) ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ 
<p>Tal como nessa selva que são as rodovias, o mundo dos adeptos de futebol parece estar cheio de bestas irracionais e outra fauna que não sabe se comportar em condições. As paixões à volta de vinte e dois semi-analfabetos a pontepear um esférico pela relva por vezes parecem atingir proporções cósmicas, e não menos ridículas. Os adeptos agarram-se às cores do clube e defendem-nas ferozmente, como se estivessem dentro das muralhas de Constantinopla em 1453 e Maomet II lhes estivesse a bater às portas.</p>

<p>Se os clubes fossem homens atrás do volante, os adeptos eram a sua mulher, fielmente casada, mas sempre a berrar-lhe no ouvido para fazer isto, aquilo ou aquele outro, a mandar-lhe chapadas por cada falha, e a incentivá-lo a buzinar aos outros condutores, enquanto faz piças às esposas dos mesmos. Ou não eram? Que tipos de adeptos há por aí? Serão todos assim tão mentalmente instáveis? Ou haverá um &#8220yin&#8221 para este colossal &#8220yang&#8221?</p>

<p>Já agora, que tipo de adepto és tu?</p>

<p>1. Hoje é dia de jogo. O teu clube joga em casa e tens bilhetes. Como te preparas para assistir ao jogo?</p>

<p>a. Cachecol ao pescoço e algum troco para o café. E pronto.<br/>
b. Cachecol ao pescoço, cachecóis atados aos pulsos, camisola, pintura facial, bandeira, apito, chapéu ridículo, e dinheiro para comprar um cachecol diferente dos que já tens.<br/>
c. Cachecol, soqueira, &#8220naifa&#8221, e casaco da claque.</p>

<p><br/>
2. Estás entre amigos a discutir futebol, e há alguém que é de um clube rival. Como encaras a situação?</p>

<p>a. Na boa. Desde que dê para a galhofa, pode dizer-se tudo.<br/>
b. Como se fosse um debate para a Presidência. Citas tudo que é estatística desde 1922 para cá, enumeras mil e um casos de arbitragem em jogos entre o teu clube e o outro, e realças &#8220rankings&#8221 da UEFA e até finais europeias perdidas do teu clube como incomparáveis momentos de glória.<br/>
c. Com os punhos.</p>

<p><br/>
3. Está prestes a começar um embate entre o teu clube e o maior rival. De que esperas do jogo?</p>

<p>a. Grande futebol, uma orgia de golos, e, se possível, uma vitória convincente do teu clube.<br/>
b. Ganhar, nem que seja no décimo minuto de compensação, com um golo marcado com a mão, em falta, em fora-de-jogo, e sem a bola sequer ter entrado.<br/>
c. Muitos adeptos adversários para poder andar à pancada.</p>

<p><br/>
4. Durante um jogo, um jogador da tua equipa adgride um adversário a soco e é expulso. Como reages?</p>

<p>a. Pensas &#8220Como é que um gajo que ganha mais num mês do que eu num ano faz isto?&#8221<br/>
b. Pronto, é a pura roubalheira do costume com a qual os árbitros vitimizam a nossa grande equipa. O jogador adversário claramente deu uma violenta cabeçada no punho cerrado do nosso nobre jogador.<br/>
c. Inventas um novo cântico a glorificar o jogador expulso, fazes uma esperinha ao árbitro e organizas a malta para apedrejar o carro do jogador agredido.</p>

<p><br/>
5. Durante um jogo para o campeonato em casa com o último classificado, está um adepto da equipa adversária no meio dos da casa. Grita, braceja, abana o cachecol, apoia a sua equipa. E tu?</p>

<p>a. Ris-te, que o pobre homem deve ser maluquinho.<br/>
b. Mandas insultos hediondos para o ar, de modo que o gajo te ouça, e vais gritar &#8220GOOOLO!!!!&#8221 aos ouvidos dele, caso a tua equipa marque. <br/>
c. Pontapé na nuca, com força suficiente para ele ir parar ao relvado.</p>

<p><br/>
6. Qual é o local do estádio que mais gostas para ver um jogo?</p>

<p>a. A meio da bancada central, para ter uma boa percepção do jogo.<br/>
b. Junto ao relvado, para poder gritar insultos estridentes ao bandeirinha.<br/>
c. Numa das superiores, preferencialmente junto a cadeiras vazias para poder arremessá-las para o relvado.</p>

<p>7. Momento mais memorável e emocionante enquanto adepto.</p>

<p>a. Aquela final da Taça em que a malta foi toda para o Estádio Nacional com o farnel às costas, e lanchámos no meio dos adeptos do adversários, e trocámos vinho e cerveja e toda a gente contou piadas, e ficamos todos amigos.<br/>
b. A gloriosa goleada em casa do nosso maior rival, nos anos 30.<br/>
c. Aquele jogo europeu em que levei uma naifada da claque adversária, mas onde ainda rebentei o focinho a cinco deles.</p>

<p><br/>
8. A tua equipa perde copiosamente em casa, mais uma derrota numa série de maus resultados.</p>

<p>a. Lenços brancos e conversas de café sobre qual o melhor treinador para o clube, que jogadores devia por a jogar e quem deveria estar na lista de dispensas no fim da época.<br/>
b. Choras baba e ranho, enquanto insultas jogadores, treinador, dirigentes, árbitros e outros adeptos que não partilhem da tua visão. E ainda invades as instalações da direcção aos berros frente às câmaras de televisão. <br/>
c. Organizas a malta para seguir os jogadores e, caso ousem sair à noite, dar-lhes uma carga de facho. Isso e apedrejar o carro do treinador.</p>

<p><br/>
9. A tua equipa vence um adversário complicado com uma exibição portentosa e uma goleada. </p>

<p>a. Bem bom, mas a malta que não se entusiasme demais. Há que manter a forma e amealhar pontos para nos afastarmos dos nossos concorrentes directos.<br/>
b. É a euforia total, já vejo a equipa a trazer a Taça dos Campeões Europeus para cá, e até já pintei o meu carro com as cores e símbolo do clube, mesmo sabendo que ele vai aparecer amanhã de manhã completamente desfeito. <br/>
c. Vou espancar alguém por cada golo que a minha equipa marcou.</p>

<p><br/>
10. A seguir à vitória, como celebras?</p>

<p>a. Vou para os copos com uns amigos, e brindámos ao clube!<br/>
b. Grito as glórias do clube pela noite adentro até os vizinhos chamarem a bófia.<br/>
c. Cerveja, ganza, e sexo em grupo com as badalhocas da claque.</p>

<p><br/>
11. O novo treinador do teu clube é um tipo calmo, descontraído e que evita as habituais polémicas, críticas às arbitragens e, sempre que pode, até repudia comportamentos menos correctos dos adeptos da casa. Como vês este técnico?</p>

<p>a. Este gajo é uma pedrada no charco!<br/>
b. Este gajo vai levar a equipa para o charco.<br/>
c. Morto à pedrada, corpo no charco.</p>

<p><br/>
12. E finalmente, se pudesses trabalhar no teu clube, o que gostarias de fazer lá?</p>

<p>a. Ser treinador, que é para arrumar a casa e por aqueles meninos minados a correr e a jogar como deve ser!<br/>
b. Ser presidente, para poder ir à televisão arranjar confusão com outros presidentes, e chamar-lhes nomes e acusá-los de crimes e insultar árbitros, e dizer sempre que o meu clube é o maior!<br/>
c. Ser Capanga-Mor do presidente.</p>

<p>Resultados:<br/>
Escolheste mais vezes a resposta &#8216a&#8217: És um gajo que vibra com futebol, gostas do clube, mas sabes que há coisas mais importantes na vida. </p>

<p>Escolheste mais vezes a resposta &#8216b&#8217: És um ceguinho que só vê as cores do clube à frente, e és capaz de vender a própria mãe se isso desse os 3 pontos à equipa. </p>

<p>Escolheste mais vezes a resposta &#8216c&#8217: Devias estar preso, não no estádio.</p>

- Alexander Torres (11.11.2008)
 ]]></content:encoded>
<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 00:13:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="true">http://www.cafeina.org/post/32</guid>
</item>
<item>
<title>Cafeína clássico</title>
<link>http://www.cafeina.org/post/31</link>
<description><![CDATA[ <img src="http://www.asseptic.org/433/imagens/classic_caffeine.jpg" title="(c) 2008 Alexander Torres"/>
- Alexander Torres (08.11.2008) ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ 
<img src="http://www.asseptic.org/433/imagens/classic_caffeine.jpg" title="(c) 2008 Alexander Torres"/>

- Alexander Torres (08.11.2008)
 ]]></content:encoded>
<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 16:40:50 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="true">http://www.cafeina.org/post/31</guid>
</item>
<item>
<title>A Sudden Gust of Wind</title>
<link>http://www.cafeina.org/post/30</link>
<description><![CDATA[ <p><img src="http://data.tumblr.com/y248wAy4Rfyytps0wuE3GaVqo1_500.jpg" align="text-top" height="335" width="500"/></p>
<p>Aqui escrevo o que ele quer. <a target="_blank" href="http://eraseandrewind.tumblr.com/">Ali</a> escrevo o que eu quero.</p>
<p>Aqui porto-me bem, penso e meço as palavras, tento não dar erros e nem entrar em picardias privadas nem tão pouco anunciar a próxima festa da rua de cima. Aqui sou &#8216crescidinha&#8217, apesar de ser para sempre a mais &#8216novinha&#8217. Aqui vou falar de politiquisses (quando o diabo entrar pela porta da frente e me forçar a tal, pois para isso tenho-o a <a target="_blank" href="http://www.asseptic.org/blog/">ele</a>), vou achar que aquela musica é audível (porque <a target="_blank" href="http://www.asseptic.org/blog/">ele</a> também o acha (mas se for a ver<a href="http://www.asseptic.org/433/"> ele</a> também, e de facto ambos concordamos), só não vou falar da bola, que menina que se preze não gasta tempo nessas coisas (porque para isso temos <a target="_blank" href="http://claroouescuro.blogspot.com/">ele</a>), poderei também dar o jeitinho e contar um conto (mas<a target="_blank" href="http://materiaemisura.blogspot.com/"> ele</a> faz isso bem melhor que eu).</p>
<p>Só não me peçam para pontuar palavras. Nem aqui, nem ali.</p>
<p>De qualquer forma fui a ultima a chegar e penso deixar a porta &#8216entre-aberta&#8217, nunca se sabe quem virá a seguir (mas se bem me recordo ainda falta alguem&#8230) e o cansaço justifica tal.</p>
<p>Se errar, o senhor da caneta azul trata de emendar. No final de contas é para isso que existem os editores, não?!</p>
<p>On the other hand&#8230</p>
<p><i>(Falei com o editor e ambos concordamos em reunião lá para os lados das Galerias Paris que seria uma entrada triunfante a minha se optasse por fazer um artigo que cruzasse os senhores de Brokeback Mountain com a Canção do Engate do António Variações.</i>)</p>
<p>Mas já passa das duas da manhã e aqui sou &#8216crescidinha&#8217.</p>
- Maria João Ruiz (06.11.2008) ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ 
<p><img src="http://data.tumblr.com/y248wAy4Rfyytps0wuE3GaVqo1_500.jpg" align="text-top" height="335" width="500"/></p>
<p>Aqui escrevo o que ele quer. <a target="_blank" href="http://eraseandrewind.tumblr.com/">Ali</a> escrevo o que eu quero.</p>
<p>Aqui porto-me bem, penso e meço as palavras, tento não dar erros e nem entrar em picardias privadas nem tão pouco anunciar a próxima festa da rua de cima. Aqui sou &#8216crescidinha&#8217, apesar de ser para sempre a mais &#8216novinha&#8217. Aqui vou falar de politiquisses (quando o diabo entrar pela porta da frente e me forçar a tal, pois para isso tenho-o a <a target="_blank" href="http://www.asseptic.org/blog/">ele</a>), vou achar que aquela musica é audível (porque <a target="_blank" href="http://www.asseptic.org/blog/">ele</a> também o acha (mas se for a ver<a href="http://www.asseptic.org/433/"> ele</a> também, e de facto ambos concordamos), só não vou falar da bola, que menina que se preze não gasta tempo nessas coisas (porque para isso temos <a target="_blank" href="http://claroouescuro.blogspot.com/">ele</a>), poderei também dar o jeitinho e contar um conto (mas<a target="_blank" href="http://materiaemisura.blogspot.com/"> ele</a> faz isso bem melhor que eu).</p>
<p>Só não me peçam para pontuar palavras. Nem aqui, nem ali.</p>
<p>De qualquer forma fui a ultima a chegar e penso deixar a porta &#8216entre-aberta&#8217, nunca se sabe quem virá a seguir (mas se bem me recordo ainda falta alguem&#8230) e o cansaço justifica tal.</p>
<p>Se errar, o senhor da caneta azul trata de emendar. No final de contas é para isso que existem os editores, não?!</p>
<p>On the other hand&#8230</p>
<p><i>(Falei com o editor e ambos concordamos em reunião lá para os lados das Galerias Paris que seria uma entrada triunfante a minha se optasse por fazer um artigo que cruzasse os senhores de Brokeback Mountain com a Canção do Engate do António Variações.</i>)</p>
<p>Mas já passa das duas da manhã e aqui sou &#8216crescidinha&#8217.</p>

- Maria João Ruiz (06.11.2008)
 ]]></content:encoded>
<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 02:05:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="true">http://www.cafeina.org/post/30</guid>
</item>
<item>
<title>Presidente Obama</title>
<link>http://www.cafeina.org/post/29</link>
<description><![CDATA[ <p><img alt="Além disso o gajo tem pinta." src="http://data.tumblr.com/y248wAy4Rfxwf5jjDAQe0ZXro1_500.jpg" height="364" width="500"/></p>
<p>Soube bem escrever o título, por isso volto a repetir:</p>
<p><b>Presidente Obama</b>.</p>
<p>Lembro-me muito bem do pesadelo das eleições americanas de 2000. Lembro-me de assistir à transmissão da noite eleitoral, fazendo uma quase-directa até de manhã, e de me deitar sem saber quem seria o homem mais influente no mundo nos quatro, porventura oito anos seguintes. E lembro-me do desespero, quase um mês depois, quando se confirmou o golpe a favor do senhor Bush. Na altura discuti muito, com amigos e familiares, que achavam muito bem a vitória da Direita na América, para <i>&#8220limpar o mundo da rebaldaria das Esquerdas&#8221</i>. Enfim, o tal &#8216discurso da tanga&#8217. Não compreenderam aquilo que eu soube logo: o presidente dos EUA não é apenas o presidente de um país poderoso, como o presidente chinês ou o presidente russo, os tais com acesso ao Botãozinho Vermelho da Destruição Total. O presidente dos EUA é o presidente da principal potência <i>mediática</i>, e a ideologia desse senhor será a ideologia mais influente em grande parte do mundo nos anos seguintes. No dia da tomada de posse de G. W. Bush <a href="http://www.cafeina.org/arquivo/89">escrevi aqui um artigo</a> acerca disto. Ainda estávamos longe de adivinhar o que viria aí.</p>
<p>O 11 de Setembro, independentemente dos culpados por este grave crime, deu à Direita mais reaccionária dos Estados Unidos (e, por arrasto, de grande parte do mundo) a desculpa para entrar numa total orgia triunfalista, com os discursos do <i>&#8220conosco ou contra nós&#8221</i>, com medidas securitárias radicais de dar orgasmos a muito PIDE encapotado (tanques e soldados de metrelhadora à porta de aeroportos na Europa, detenções ilegais, etc), mas também levou a mudanças substanciais no dia-a-dia de pequenos locais como o nosso Portugal - estou convencido que sem Bush nunca teria o recibo verde, o estágio não remunerado, o congelamento dos aumentos dos salários reais chegado ao cúmulo onde chegou. Com Bush, foram os pobres (e os médios) do mundo que ficaram mais pobres, os ricos mais ricos e mais psicoticamente gananciosos, e quem está contra que se cale ou é terrorista.</p>
<p>Claro que isto era insustentável. Um defeito do Capitalismo (e também a sua principal virtude) é ser um sistema simbiótico, logo os ricos não podem continuar a ser ricos por muito tempo se &#8216matarem&#8217 (com salários baixo, dívidas, etc) os consumidores dos quais afinal dependem. Portanto, sem um pouco de &#8216socialismo&#8217 que permita à população participar realmente na economia, aos ricos sobram os Jogos de Casino e <a href="http://www.cafeina.org/post/6">Esquemas de Pirâmide</a>. O resultado está aí: a Segunda Grande Depressão. Esperemos que o Sr. Obama consiga liderar uma recuperação rápida.</p>
<p>A minha esperança no Sr. Obama reside no facto de que, para mim, a vitória dele representa a vitória da Realidade. Escrevia Philip K. Dick <i>&#8220a Realidade é aquilo que por mais que tentemos não desaparece&#8221</i>. Bush foi produto da ignorância e desprecupação com o Real,  isto é, o que é Realmente Importante (emprego, sustentabilidade) passou a ser ignorado, e os eleitores americanos acharam mais importante que o seu voto se destinasse a mandar na vida dos vizinhos, por exemplo, impedindo os casais homossexuais de se casar (algo que infelizmente, ainda continuou nos referendos locais que acompanharam estas Presidenciais), e outras preocupações absurdas com coisas que apenas dizem respeito à vida de cada um (já agora, não me alongando muito: o casamento entre homossexuais é a meu ver indiscutível - é um direito humano fundamental, não é uma questão nem política nem moral).</p>
<p>Ora, a tal Realidade voltou, e deu um potente soco na cara dos que queriam Capitalismo sem Realidade. Não havia outro final possível para a tragédia dos Anos Bush, que não fosse a eleição de um Pragmático esclarecido. Esperemos que as tendências mediatizadas por Obama não demorem a influenciar a Europa, e que essa Direita do Irreal (será que posso dizer &#8216Capitalismo Utópico&#8217? Ora toma!) das Manelas Leite-podre e das Sarahs Palin seja de vez erradicada da Vida e metida no lugar que merece, nos livros de História onde já pertencem os promotores da Grande Mentira (ou o Grande Esquema em Pirâmide), Ronald Reagan e Margaret Thatcher&#8230</p>
<p>Vamos lá, mais uma vez:</p>
<p><b>Obama Presidente.</b></p>
<p><b>Presidente Obama.</b></p>
<p><b>Obama Presidente.</b></p>
<p><b>Presidente Obama&#8230</b></p>

<p><i>* Fotografia (Joe Radle/Getty Images) retirada <a href="http://www.boston.com/bigpicture/2008/11/the_next_president_of_the_unit.html">deste portfolio</a>.</i><b><br/></b></p>
- Eduardo Morais (05.11.2008) ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ 
<p><img alt="Além disso o gajo tem pinta." src="http://data.tumblr.com/y248wAy4Rfxwf5jjDAQe0ZXro1_500.jpg" height="364" width="500"/></p>
<p>Soube bem escrever o título, por isso volto a repetir:</p>
<p><b>Presidente Obama</b>.</p>
<p>Lembro-me muito bem do pesadelo das eleições americanas de 2000. Lembro-me de assistir à transmissão da noite eleitoral, fazendo uma quase-directa até de manhã, e de me deitar sem saber quem seria o homem mais influente no mundo nos quatro, porventura oito anos seguintes. E lembro-me do desespero, quase um mês depois, quando se confirmou o golpe a favor do senhor Bush. Na altura discuti muito, com amigos e familiares, que achavam muito bem a vitória da Direita na América, para <i>&#8220limpar o mundo da rebaldaria das Esquerdas&#8221</i>. Enfim, o tal &#8216discurso da tanga&#8217. Não compreenderam aquilo que eu soube logo: o presidente dos EUA não é apenas o presidente de um país poderoso, como o presidente chinês ou o presidente russo, os tais com acesso ao Botãozinho Vermelho da Destruição Total. O presidente dos EUA é o presidente da principal potência <i>mediática</i>, e a ideologia desse senhor será a ideologia mais influente em grande parte do mundo nos anos seguintes. No dia da tomada de posse de G. W. Bush <a href="http://www.cafeina.org/arquivo/89">escrevi aqui um artigo</a> acerca disto. Ainda estávamos longe de adivinhar o que viria aí.</p>
<p>O 11 de Setembro, independentemente dos culpados por este grave crime, deu à Direita mais reaccionária dos Estados Unidos (e, por arrasto, de grande parte do mundo) a desculpa para entrar numa total orgia triunfalista, com os discursos do <i>&#8220conosco ou contra nós&#8221</i>, com medidas securitárias radicais de dar orgasmos a muito PIDE encapotado (tanques e soldados de metrelhadora à porta de aeroportos na Europa, detenções ilegais, etc), mas também levou a mudanças substanciais no dia-a-dia de pequenos locais como o nosso Portugal - estou convencido que sem Bush nunca teria o recibo verde, o estágio não remunerado, o congelamento dos aumentos dos salários reais chegado ao cúmulo onde chegou. Com Bush, foram os pobres (e os médios) do mundo que ficaram mais pobres, os ricos mais ricos e mais psicoticamente gananciosos, e quem está contra que se cale ou é terrorista.</p>
<p>Claro que isto era insustentável. Um defeito do Capitalismo (e também a sua principal virtude) é ser um sistema simbiótico, logo os ricos não podem continuar a ser ricos por muito tempo se &#8216matarem&#8217 (com salários baixo, dívidas, etc) os consumidores dos quais afinal dependem. Portanto, sem um pouco de &#8216socialismo&#8217 que permita à população participar realmente na economia, aos ricos sobram os Jogos de Casino e <a href="http://www.cafeina.org/post/6">Esquemas de Pirâmide</a>. O resultado está aí: a Segunda Grande Depressão. Esperemos que o Sr. Obama consiga liderar uma recuperação rápida.</p>
<p>A minha esperança no Sr. Obama reside no facto de que, para mim, a vitória dele representa a vitória da Realidade. Escrevia Philip K. Dick <i>&#8220a Realidade é aquilo que por mais que tentemos não desaparece&#8221</i>. Bush foi produto da ignorância e desprecupação com o Real,  isto é, o que é Realmente Importante (emprego, sustentabilidade) passou a ser ignorado, e os eleitores americanos acharam mais importante que o seu voto se destinasse a mandar na vida dos vizinhos, por exemplo, impedindo os casais homossexuais de se casar (algo que infelizmente, ainda continuou nos referendos locais que acompanharam estas Presidenciais), e outras preocupações absurdas com coisas que apenas dizem respeito à vida de cada um (já agora, não me alongando muito: o casamento entre homossexuais é a meu ver indiscutível - é um direito humano fundamental, não é uma questão nem política nem moral).</p>
<p>Ora, a tal Realidade voltou, e deu um potente soco na cara dos que queriam Capitalismo sem Realidade. Não havia outro final possível para a tragédia dos Anos Bush, que não fosse a eleição de um Pragmático esclarecido. Esperemos que as tendências mediatizadas por Obama não demorem a influenciar a Europa, e que essa Direita do Irreal (será que posso dizer &#8216Capitalismo Utópico&#8217? Ora toma!) das Manelas Leite-podre e das Sarahs Palin seja de vez erradicada da Vida e metida no lugar que merece, nos livros de História onde já pertencem os promotores da Grande Mentira (ou o Grande Esquema em Pirâmide), Ronald Reagan e Margaret Thatcher&#8230</p>
<p>Vamos lá, mais uma vez:</p>
<p><b>Obama Presidente.</b></p>
<p><b>Presidente Obama.</b></p>
<p><b>Obama Presidente.</b></p>
<p><b>Presidente Obama&#8230</b></p>

<p><i>* Fotografia (Joe Radle/Getty Images) retirada <a href="http://www.boston.com/bigpicture/2008/11/the_next_president_of_the_unit.html">deste portfolio</a>.</i><b><br/></b></p>

- Eduardo Morais (05.11.2008)
 ]]></content:encoded>
<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 17:07:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="true">http://www.cafeina.org/post/29</guid>
</item>
<item>
<title>and now, for something completely different....</title>
<link>http://www.cafeina.org/post/28</link>
<description><![CDATA[ <img src="http://data.tumblr.com/y248wAy4Rfpi81vafEOlqKIDo1_r1_500.jpg"/>
- Carlos Lobão (31.10.2008) ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[ 
<img src="http://data.tumblr.com/y248wAy4Rfpi81vafEOlqKIDo1_r1_500.jpg"/>

- Carlos Lobão (31.10.2008)
 ]]></content:encoded>
<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 02:33:39 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="true">http://www.cafeina.org/post/28</guid>
</item>
</channel>
</rss>