Uma ida ao barbeiro
Fui cortar o cabelo. Radicalmente. Cheguei lá e disse "pente dois em cima, pente um atrás e dos lados", para não me chatear mais durante dois ou três meses. Portanto, lá estava eu a ver o meu cabelo a ser desbastado por uma espécie de mini-motoserra, quando entra um tipo, vinte e poucos, para cortar o cabelo.
Nada se passava de errado se o tal tipo não tivesse um cabelo perfeitamente válido, como se tivesse acabado de o cortar (à excepção dos litros de gel que o faziam parecer que envergava uma peruca de plástico). O tipo tava para lá com pose de modelo, o que explicava parcialmente a situação. Mas não! Logo a seguir entra outro tipo de meia-idade, para se assegurar que os poucos cabelinhos que lhe restavam no meio cobriam o máximo de couro cabeludo.
Há pouco tempo experienciei um leilão de choque até saber que certas tias da Foz gastavam 90 contos no cabeleireiro. Mas será que os homens estão a ficar piores? Definitivamente, estamos longe da coutada do macho latino onde a fealdade e os pêlos do peito são reis...

