07.10.2001
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Eduardo Morais
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Boards of Canada - Music has the Right to Children (1998)
Será que alguém se recorda daqueles documentários sobre vida selvagem dos anos 70, apresentados sempre por alguém que ainda mostrava um estilo fortemente colonialista? Imagens pouco iluminadas, com bastante grão, de uma hiena amamentando as suas crias, de uma ave rara construindo o seu ninho ou de um felino caçando à noite?
Eis o projecto de Michael Sandison e Marcus Eoin. O nome é retirado de 'The National Film Board of Canada', organismo responsável por inúmeros documentários sobre vida animal do estilo que referi. O duo, natural da cidade altamente industrializada de Sheffield, obviamente nada tem a ver com o Canadá nem nunca participou em actividades relacionadas com a vida animal (tanto como é sabido, talvez tenham visitado um zoo). Mas admitem ter sido fortemente influenciados por esses documentários, e consequentemente a sua música.
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Eduardo Morais
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The Aphex Twin - Selected Ambient Works II (1994)
'Eject'. Retiro da aparelhagem uma qualquer compilação de techno dito 'ambiental'. Coloco o CD numa embalagem com uma imagem de uma qualquer paisagem gerada em computador. Se cair em tais clichés, "Selected Ambient Works II" tem, por sua vez, um ar de relíquia, o famoso logotipo de Aphex Twin numa escavação arqueológica. Retiro o primeiro CD e coloco-o na bandeja da aparelhagem. 'Close'. 'Play'. A realidade dissolve-se. 'Pause'.
Estamos em 1994. Kurt Cobain morreu e o grunge atinge o seu ponto mais alto. O fenómeno 'rave' e 'hardcore' entra em decadência, enquanto se assiste ao aparecimento do jungle mais musculado - a influência do jazz ficará para mais depois. No Verão as pistas de dança são dominadas pelo revivalismo do reggae. E a palavra 'underground' torna-se 'fixe'. Ao mesmo tempo, editoras como a Studio K7 ou a R&S começam a investir no techno 'ambiental', orientado mais para aqueles acabados de chegar de noites alimentadas a ecstasy.
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09.10.2001
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Enviado por HumanTorpedo |
A Guerra do Futuro III - O Epílogo num Sonho
No primeiro artigo sobre a Guerra anunciada, havia escrito que estes acontecimentos eram um sinal dos tempos...um aviso.
Creio que nem eu havia compreendido verdadeiramente a extensão desse aviso, mas com os acontecimentos subsequentes e sobretudo as diversas reacções fazem-me olhar para tudo isto com um certo encanto no desencanto.
Espantou-me ver em algumas entrevistas de rua, cidadãos americanos reconhecerem que talvez a influência americana no exterior tenha ido longe demais...e as recentes declarações de bin Laden (praticamente reconhecendo a autoria dos atentados de dia 11) vêm justamente nesse sentido.
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11.10.2001
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Anónimo |
Torre Biónica de Lisboa
Depois do projecto que Manuel Dias e Egas Vieira apresentaram para a Lisnave, ter reprovado, o Fundo Margueira Capital encomendou ao arquitecto espanhol Javier Pioz, autor do projecto para a primeira cidade vertical do mundo a construir em Xangai, o projecto de uma torre biónica com 120 pisos e 500 metros de altura para ser implantada nos antigos estaleiros.
"in Arquitectura & Construção"
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Eduardo Morais
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A arte de olhar para o lado
Não é muito comum da minha parte, mas hoje gostaria de recomendar um livro que considero uma obra-prima. The Art of Looking Sideways do experiente designer Alan Fletcher é um excelente álbum sobre tudo aquilo que é óbvio mas nos escapa. Este livro, editado pela Phaidon (mas com um preço muito razoável) é um volume de mais de 500 páginas dividido em 72 capítulos, onde se misturam charadas visuais, lições sobre a génese do alfabeto e dúvidas simples e fascinantes. Tudo parece algo incoerente à partida mas à medida que nos embrenhamos nesta obra descobre-se como é um coerente exercício de pensamento lateral. Altamente recomendado. |
12.10.2001
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Enviado por savant |
Portugal não precisa de uma torre biónica
Portugal não precisa de uma torre biónica. Temos ainda muito espaço onde construir sem precisarmos de nos estender para as nossas reservas urbanas. O que precisamos sim, é de políticas revolucionárias de uso de solo. Mais intervenção técnica e menos intervenções políticas e económicas para planear a forma como as nossas cidades crescem.
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Eduardo Morais
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In Annan we trust
Kofi Annan e as Nações Unidas ganham o Prémio Nobel da Paz. Numa altura como esta, é preciso dizer mais? |
13.10.2001
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Eduardo Morais
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Futilidade extrema
É ele! É o maior! É o Personagem! Ele que anda num Punto de vidros fumados e aleirons Remus! Ele que se veste com uma camisa branca por fora das calças, usa o cabelo curto cheio de gel! É ele que anda na musculação e bebe whisky daquele das emoções fortes! É ele, que anda com uma bimba diferente todas as semanas e que tem o último sucesso do Alejandro Sanz como toque do telemóvel. É ele, o gajo de quem eu estou farto.
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18.10.2001
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Eduardo Morais
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Regresso às aulas
Pois é, esta é aquela altura em que o staff do Cafeína (incluindo eu) regressa a uma vida produtiva. A partir de agora estou a frequentar o curso de Cine-Vídeo no ESAP, mas apesar de ter menos tempo prometo que continuarei a colocar os meus artigos aqui no Cafeína e no Bleep. |
24.10.2001
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Eduardo Morais
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The Aphex Twin - Druqks (2001)
Sobrecarga. Numa só palavra, é assim que posso definir este duplo CD do Richard James. Duplo CD, tal como Selected Ambient Works 2, mas desenganem-se aqueles que julgam encontrar aqui algo semelhante. Drukqs é o quase o oposto de SAW2. Um exercício muito heterogeneo na forma, homogeneo na qualidade mediana. O 'quase oposto' vem do facto de SAW2 também ser homogeneo na qualidade nas músicas, só que estas são de qualidade superior.
De facto, quando oiço Drukqs, a sensação que tenho é a mesma que quando leio os nomes das músicas escritos em galês: Salgalhada. Em Drukqs há um ou dois temas ambientais do género dos de SAW2, há um ou dois curtos solos de piano, e o resto são batidas roufenhas misturadas com sons que nos lembram uma broca de dentista e umas melodias que se perdem no meio do caos. Tal como em Richard D. James Album ou em I Care Because You Do. O problema é que ao contrário dos seus predecessores, os temas presentes em Drukqs, especialmente no segundo disco, não têm qualquer classe ou qualidade especial que os torne memoráveis.
Há bons momentos, mas não ficam no ouvido, e há uma tendência para as músicas mais originais e divergentes serem as mais curtas. Além disto, é algo estranha a forma em como músicas repletas de batidas furiosas sucedem músicas ambientais por excelência. Entro aqui num dilema. Penso que este é um bom álbum para quem não conhece Aphex Twin, mas dispensável para quem, como eu, conhece a fundo a sua discografia. Não acrescenta nada de novo, muito pelo contrário. Em quase duas horas, temos uma restrospectiva das várias vertentes de Aphex Twin, mas com 'imitações' de músicas passadas em vez de um 'best of'. O que não é boa ideia. Fico com os originais.
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Entre Agosto de 2000 e o seu encerramento em Julho de 2005 o Cafeína foi um dos mais populares weblogs portugueses.
Podes consultar todos os artigos aqui colocados durante essa época. Consulta também o Volume 2 (2008-2009).
Por data:
Por membro do staff:
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Houve um momento em que experimentámos
publicar uma fanzine, fotocopiada como deve ser.
Podem ler e fazer o download
de versões PDF (que não fazem justiça
à xunguice da impressão):
 | Número Zero Agosto de 2001
Desespero Celular; Menos Bófia; O Engate do Lado. |
 | Número 1 Início de 2002
Não me Grite! O Automóvel é uma Droga; Nós Pimba! |
 | Número 2 Final de 2002
Porrada; Notícias Lá de Cima; Dupla Personalidade |
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