05.04.2002

NiceGuyEddieEduardo Morais

# 442

Diz a lenda que um grupo de islandeses que rodava uma curta-metragem decidiu elaborar uma banda sonora original. Tão boa foi esta banda sonora que aos músicos, vindos de diferentes 'backgrounds', foi oferecido um contrato com a 4AD. E assim nasceram os Gus Gus, diz a lenda. É inquestionável que em 1997 a Islândia estava no auge do 'hype'. Björk ainda não se tinha tornado numa tiazinha da pop, e gente como Damon Albarn e David Bowie apareciam volta e meia nas revistas a dizer que 'a Islândia é fixe'. Logo, tudo quanta era banda islandesa teve uma hipótese de brilhar. No meio de bandas como Llooq ou Bellatrix, que tiveram a sua oportunidade e foram à sua vida, os Gus Gus demonstraram ter algo mais. Este vasto grupo ecléctico de artistas, comandado pelos vocalistas Daniel Àgust e Háfdis Huld (esta que pouco depois da saída de Polydistortion abandonou a banda), demonstrou uma rara capacidade para combinar pop, batidas dançáveis, sons ácidos, numa mistura que é simultâneamente etérea e hedonista. Os três temas de abertura - Gun, Believe e Polyesterday - potentíssimos - fazem uma das mais fortes sequências que alguma vez encontrei num disco pop. Já em Why? temos uma balada terna em que quase somos embalados por Háfdis, em Is Jesus Your Pal? assistimos à irónica tendência pregadora que se revela no segundo álbum da banda, This Is Normal, e finalmente em Purple temos um grandioso momento de pura electrónica ambiental. A par com Debut, de Björk, Polydistortion é talvez a melhor coisa que já veio da Islândia. A meu ver, um dos grandes momentos dos anos 90. 5/5



15.04.2002

NiceGuyEddieEduardo Morais

# 392

Mantendo a recente remodelação de todos os meus sites, eis o novo asseptic.org.  Pouco mais há a dizer. Visitem.



16.04.2002

NiceGuyEddieEduardo Morais

# 393

Estou a escrever este artigo no café Guernica. Não, esta frase não se trata de um ardil para dizer que tenho um computador portátil - não tenho. Escrevo isto no papel, consciente da hora que vou perder em casa a passar este artigo a computador. Não há mais nada para fazer aqui senão escrever. Pois a verdade é que se gosto do Guernica, hoje apenas estou aqui porque estou sitiado, impossibilitado de chegar a casa por outro meio que não seja a pé. E tudo por causa da arte bem portuguesa de entupir.

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17.04.2002

NiceGuyEddieEduardo Morais

# 443

Nicolette é talvez mais conhecida pela sua aparição em Three, tema do álbum Protection dos Massive Attack. Contudo, este Let No One Live Rent Free In Your Head, embora não seja o primeiro álbum da cantora, é sem dúvida o mais importante. E tal deve-se principalmente à presença de dois pesos-pesados na produção: os Plaid e Alec Empire (dos Atari Teenage Riot). O cunho pessoal destes produtores é bastante visível em temas como We Never Know ou Beatiful Day (produzidos pelos Plaid) ou Nervous e Nightmare (Alec Empire). Tudo isto cria um álbum pop bastante ecléctico e que ainda hoje, volvidos 6 anos, retém uma sonoridade extremamente avançada, o que pode causar problemas em mentalidades mais duras de ouvido. Pode-se mesmo dizer que (atendendo ao tipo de produção e de sonoridade) Nicolette consegue ser alguém que com este álbum bate por exemplo Björk no seu jogo, ao expor as fragilidades e tendências comerciais da islandesa. Só mesmo Nicolette a par com os Plaid para transformar No Government num hino, hino libertário este que curiosamente aparece na banda sonora de Missão Impossível. Let No One Live Rent Free In Your Head é um álbum essencial para perceber a evolução da música na segunda metade da década de 90, e uma oportunidade única de ouvir Plaid e Alec Empire emprestarem os seus talentos a um género mais pop. [5/5]



21.04.2002

SheaMaria João Ruiz

# 394

Como a rotina e a monotonia invade a vida de qualquer um...
Ontem reparei de uma forma obcessiva nisso e então decidi repartir com todos a minha reflexão neste artigo.

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22.04.2002

Enviado por
savant

# 395

De piada a aviso! Mas o que se passa por este Mundo fora? Caramba, a história esta ali mesmo ao virar da esquina! Será que os franceses ja se esqueceram da invasao Nazi? Ou afinal os franceses nunca se esqueceram dos delírios napoleónicos...



Nota: o resto do artigo está escrito sem acentos visto ter sido escrito num teclado norueguês.

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23.04.2002

NiceGuyEddieEduardo Morais

# 396

A extinção do Ciberdúvidas.com é um claro exemplo da corrupção e da falta de imaginação presentes no meio cultural português. Este site, um verdadeiro serviço público com 5 anos de existência, diz que vai fechar as portas por falta de financiamento. Eu cá digo que se trata de uma forma cobarde de pressionar as autoridades a adiantar fundos desproporcionados.

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27.04.2002

Enviado por
savant

# 397

Nao os vejo faz muito tempo. Somos amigos. E da primeira vez que os revejo as primeiras palavras que me saem da boca são insultos: " Então meus caralhos?" E eles sabem, tenho a certeza de que sabem que esse insulto, entre o Caralho e o Panasca, transporta toda a minha saudade por eles.

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28.04.2002

Enviado por
pocopaco

# 398

Façamos de conta que os sentidos são mais que janelas entreabertas para a realidade. Que eles sejam uma grande porta aberta nos dois sentidos. A modalidade sensorial é a realidade física que um orgão sensorial capta (olfacto e gustação são modalidades quimicas, o tacto e a audição é mecanorecepção, visão fotónica,...).

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04.05.2002

Enviado por
savant

# 400

Até pode ser que seja um comentário atrasado e então o artigo fica para opiniões, mas a verdade é que fiquei confuso (ou não). Pois aqui vai. A Câmara Municipal de Lisboa, decidiu reduzir no orcamento para os festejos do dia 25 de Abril por ser uma festa de orientacão ideológica. Ideológica por ser democrata? Ou por ser popular? Ideológica por ter defendido a Liberdade? (E ainda há a questão do cartaz!)

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Entre Agosto de 2000 e o seu encerramento em Julho de 2005 o Cafeína foi um dos mais populares weblogs portugueses.

Podes consultar todos os artigos aqui colocados durante essa época. Consulta também o Volume 2 (2008-2009).

Por data:

Por membro do staff:






Houve um momento em que experimentámos publicar uma fanzine, fotocopiada como deve ser.

Podem ler e fazer o download de versões PDF (que não fazem justiça à xunguice da impressão):

Número Zero
Agosto de 2001

Desespero Celular;
Menos Bófia;
O Engate do Lado.

Número 1
Início de 2002

Não me Grite!
O Automóvel é uma Droga;
Nós Pimba!

Número 2
Final de 2002

Porrada;
Notícias Lá de Cima;
Dupla Personalidade






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Todos os artigos são da inteira responsabilidade dos respectivos autores.
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