19.10.2003
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Eduardo Morais
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De regresso às aulas
Neste meu último dia de férias (talvez no último ano em que terei férias longas) deixo à população mais um conjunto de links diversos que não justificam um artigo próprio. Começando pela auto-promoção, estão online versões ligeiramente melhoradas do Asseptic.org, do meu weblog e do meu portfolio, assim como um Glossário do Weblog da minha autoria. Posto isto, recomendo também o photolog Satan's Laundromat, uma espécie de Portugal no Seu Melhor nova-iorquino. E uma vez que andamos à volta dos weblogs, temos aqui um estudo impressionante sobre as taxas altíssimas de abandono de weblogs e a tendência da maioria para as 'nanoaudiências'. Um que infelizmente não terá motivos para abandonar tão cedo é aquele que relata os patches que a Microsoft vai lançando. Entretanto, vale também a pena visitar o Dicionário Rasta, principalmente a secção de frases feitas e provérbios depois do dicionário própriamente dito. E para que serve o Scroll Lock - aquilo que é um mistério para muitos está explicado, assim como o da estranha tecla Sys Rq. Encontrei também uma crítica demolidora da 'arte' da Lomografia, que menciona a arbitrariedade da coisa enquanto arte e as práticas agressivas da Lomographic Society - realmente há que estranhar quando alguém reedita máquinas fotográficas bem sólidas em plástico quebradiço. E acabamos finalmente com o catálogo ilustrado da maior empresa do mundo - a ACME. Galang bout yuh business nuh. |
23.10.2003
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Enviado por ximongo |
Porque é que de vez em quando há molho?!
É costume cada vez que se encontram os líderes dos países mais industrializados e desenvolvidos do planeta, o chamado Grupo dos Oito, haver manifestações de repúdio, desordens e protestos na via pública, em suma, molho. As forças da Ordem, normalmente bem representadas pela polícia de choque, também comparecem, fazendo com que as notícias que surgem nos órgãos de informação de todo o mundo sejam sobretudo de confrontos e raramente se perceba porque é que uns protestam e outros se juntam. Mas afinal o que é que estes “senhores” do G 8 pretendem? Qual a sua motivação? Porque levam a tanta ira e antipatia nas ruas das cidades onde se encontram?
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24.10.2003
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Eduardo Morais
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Mata o Bill!
Quando há 11 anos Quentin Tarantino fez 'Cães Danados', houve quem o considerasse o realizador mais violento do mundo. Que dizer então da primeira parte (a continuação da história estará nas salas daqui a uns meses) deste épico 'Kill Bill'? Trata-se talvez do filme da história do cinema que mais recorre à violência gratuita. Peguem-se em todos os Rambos, Shawarzeneggers, Bruce Lees, filmes de ninjas, mangas de samurais, ficção científica javarda e nas lutas ultra-exageradas entre Neo e o Agente Smith. Nada chega aos calcanhares da cena em que Uma Thurman desfaz centenas de yakuzas com uma espada tornando a célebre cena de 'Matrix Reloaded' numa coisinha vulgar e branda, digna das tardes da TVI. Contudo, 'Kill Bill' é um filme brilhante.
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28.10.2003
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Enviado por blackbook |
'Le Voyage dans le Lune' de George Meliés (1902)
Rodado em 1902, e baseado nos romances "Da Terra à Lua" ("De la Terre à la Lune"), de Júlio Verne, e "O primeiro Homem na Lua" (tradução incorrecta de "First Men on the Moon"), de H.G. Wells, esta curta-metragem muda (14 minutos) é considerada o filme mais notável deste francês especializado em películas de ficção científica.
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02.11.2003
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Enviado por RuadeBaixo |
Rua de Baixo
O projecto ruadebaixo.com nasceu perante a constatação de que os media já pouco ou nada nos trazem de novo. Rendidos à mercantilização da informação, os media disponíveis em Portugal limitam-se a uniformizar o modo de olhar e interpretar o mundo não existindo muitas alternativas a esta realidade.
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09.11.2003
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Eduardo Morais
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Dia de aspirar a casa
Entre um arranque em pleno do período de aulas e todos os trabalhos que isso acarreta (é neste momento que os cursos que se fazem por frequências me parecem mais agradáveis), e a demo do Pro Evolution Soccer 3, resta pouco tempo para tratar dos tascos. Daí as 'rapidinhas'. Mau exemplo do género é este longo ensaio sobre a palavra 'cunt' (dispenso a tradução), que os anglófilos irão achar imperdível. Mas realmente de arrepiar são doze das piores capas de disco de sempre, a fazer certas coisas que se vêm aí nas feiras parecerem obras-primas. Para quem se interessa por fazer uns filmes, nem que seja para a SIC Radical: uma steadycam feita em casa, certamente os vídeos caseiros agora vão ter outra suavidade. Há um interessante planetário em Flash para quem tiver pressa, quem quiser fazer um download de 11 megas tem o excelente Celestia, com gráficos melhores que os da série Star Trek. E por falar em ficção científica duvidosa, o Matrix Revolutions pode ter sido a meu ver de longe o pior filme da triologia (para dar num filme de guerra futurista prefiro um Starship Troopers! - quem fez os efeitos especiais deve ter jogado demasiados 'shoot'em-ups de 16 bits), mas há aqui um site que o defende com bastante humor das 'wish-lists' e especulações absolutamente ridículas de certos fans destes filmes. Podemos também ver realmente o tamanho dos 87 milhões de dólares que os americanos vão incendiar no Iraque e no Afeganistão. E que tal um gerador de placard de igreja? E fecho estas rapidinhas com a última novidade da equipa de produção do Cafeína, nada mais nada menos que o weblog do nosso Rot. |
16.11.2003
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Eduardo Morais
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O fim da filosofia
A propósito do mais recente cyber-escândalo sexual, aquele que envolve uma gravação da modelo Paris Hilton em plena actividade, uma espécie de versão tecnologicamente avançada (pois foi filmada às escuras, através de infravermelhos - 'nightshot') dos famosos filmes do Taveira, um weblogger escreveu uma hilariante crítica cinematográfica, num estilo que assumidamente imita o rebuscado e a suposta profundidade dos escritos de Ingmar Bergman. O que mais uma vez nos leva para a eterna questão - não será grande parte da crítica um monte de treta assente em escritos e tratados filosóficos que são em grande parte 'practical jokes', em última análise inspiradas em filósofos gregos que provavelmente estarão nos seus túmulos a rirem-se da nossa grandiosa figura de urso?
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23.11.2003
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Eduardo Morais
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Nós somos o big bang
Somos o Big Bang. Na sua coluna mensal na revista Wired, o lendário escritor de ficção científica Bruce Sterling fala de uma revolução latente na ciência actual, uma notícia totalmente e imperdoavelmente esquecida pelos media: Isto porque a sonda WMA, lançada em 2001 e actualmente flutuando no espaço num ponto estacionário a 1.6 milhões de kilómetros da Terra, devolveu medições que arrasam todas as teorias cosmológicas actuais. Além de ter medido com precisão a idade do Universo - 13700 milhões de anos -, a WMA determinou que apenas 4% do Universo consiste em matéria mais ou menos palpável (sendo o resto 23% 'matéria negra' e 73% 'energia negra'), e - aquilo que promete dar muitas dores de cabeça a físicos teóricos - que o Universo é na realidade linear. Nada de construções absurdas com 26 dimensões, nada de espaço-tempo torcido em donuts estranhos. O Universo é linear, tetradimensional (espaço + tempo), e em permanente expansão, movida pela tal energia invisível. O Big Bang não ocorreu, o Big Bang começou e nós somos parte dele. A Ciência para o século XXI está traçada. Na TV, nem uma palavra. |
29.11.2003
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Enviado por globulo_vermelho |
Ulrich Schnauss
Que nome se dá à mistura entre Boards Of Canada, Bent, Lali Puna, MÚM e Moby? Ulrich Schnauss. Aqui está um artista à espera que o descubram. Numa noite que nada tinha a fazer (que fosse de legal) decidi explorar um bocado do mundo ilegal. Nunca tive tanto gosto de o fazer. Utilizei um famoso P2P (peer-to-peer), fiz um search à escala mundial, e fiquei surpreso com o que vi! Dois álbuns de Ulrich Schnauss completos! É claro que fiquei contente mas não fiquei satisfeito. O que pretendo ainda é algum site que venda estas duas "raridades". Compro muitos CDs de música e não o deixo de fazer. Comprei umas boas colunas pra computador e decidi dar-lhes uso. Uma ligação à Internet talvez explorasse melhor a potencialidade das minhas colunas (pensei eu). Indirectamente é verdade. Desde que pus Internet tenho feito mais compras on-line e poupado dinheiro! Como lojas de CD's on-line há aos pontapés, utilizo muito esta facilidade pra comprar CD's. Tudo legal. Sobre Ulrich Schnauss, mais informação. |
07.12.2003
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Eduardo Morais
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Os americanos são maus...
A crítica de arte é certamente dos terrenos mais complicados onde eu me posso meter, mas não consigo deixar de escrever sobre a exposição 'Um+Dois+Mil' do brasileiro Nelson Leirner, patente na Culturgest-Porto. Isto porque esta exposição chocou-me. Chocou-me por ser tão má. Chocou-me por ser tão básica. E chocou-me por ser baseada em generalizações abjectas e por revelar aquela profunda dor de cotovelo nacionalista a que muita da arte dos Estados Unidos do Brasil já me habitou. Resume-se num "Os americanos são maus" grosseiro, infantil, e indigno de um visitante com um mínimo de bom senso. Foi certamente das piores exposições que vi na vida. Mas vamos analisar os problemas:
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Entre Agosto de 2000 e o seu encerramento em Julho de 2005 o Cafeína foi um dos mais populares weblogs portugueses.
Podes consultar todos os artigos aqui colocados durante essa época. Consulta também o Volume 2 (2008-2009).
Por data:
Por membro do staff:
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Houve um momento em que experimentámos
publicar uma fanzine, fotocopiada como deve ser.
Podem ler e fazer o download
de versões PDF (que não fazem justiça
à xunguice da impressão):
 | Número Zero Agosto de 2001
Desespero Celular; Menos Bófia; O Engate do Lado. |
 | Número 1 Início de 2002
Não me Grite! O Automóvel é uma Droga; Nós Pimba! |
 | Número 2 Final de 2002
Porrada; Notícias Lá de Cima; Dupla Personalidade |
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