25.07.2004
|
Eduardo Morais
|
Wilbur Quer Matar-se
Prova que o cinema dinamarquês começa a ultrapassar o trauma do 'Dogma95' (Lars von Trier & Co. conseguiram mesmo condicionar a produção nesse país de forma dogmática) e a voltar à normalidade despretenciosa (embora hajam na Dinamarca violentos fenómenos anti-Dogma igualmente dogmáticos) é este 'Wilbur Quer Matar-se' da ex-Dogma Lone Scherfig. Trata-se de uma interessante co-produção (o filme foi rodado em Glasgow e é falado em inglês) sobre um indivíduo, Wilbur, que é um suicida compulsivo / menino mimado e a relação com o seu irmão, um bom rapaz a quem a vida realmente não corre bem.
Bem filmado, bem interpretado... infelizmente sofre da falha comum a outros realizadores dinamarqueses - um argumento algo pobre. Se 'Dancer in the Dark' de von Trier tem um argumento idiota e o recente 'O Amor é Tudo' de Vinterberg tem simplesmente um dos finais mais estúpidos e injustificados da História do Cinema, por exemplo, este 'Wilbur Quer Matar-se' é simplesmente irritante, não que eu seja adepto de finais moralistas à Hollywood, mas a inversão de moral neste é tão óbvia que irrita que o final do filme confirme a especulação que qualquer espectador faz nos primeiros 10 minutos. Nota: 3/5 |
28.07.2004
|
Enviado por Relmus |
A Floresta Negra
Era uma vez um menino chamado Pedro, alto e magro, de 17 anos, era muito inteligente, tirava boas notas e idolatrava tudo o que fosse tecnologia de ponta.
Este rapaz vivia na cidade, num prédio, num sexto andar, no meio de vários prédios, era doido por computadores, telemóveis, consolas de jogos, aparelhagens de som e televisões. Ele era muito dotado e prático, por isso, concertava muitas das vezes os seus equipamentos como os dos seus amigos.
São assim os rapazes de hoje...
Ler o resto do artigo... |
06.08.2004
|
Anónimo |
Do amor à amizade
Não sei quando foi inventado o "Dia da Amizade", mas na semana passada, ou foi na anterior?, um amigo me surpreendeu ligando para me perguntar brincando se eu nao ia lhe dar um presente. Só faltava essa. Depois de transformar em efeméride mãe, pai, criança, sogra, secretária, mestre, árvore, o consumo tinha inventado mais essa fonte de ganhar dinheiro, com o agravante de que, no caso, os amigos custam mais caro, pois são mais numerosos do que pai, mãe, sogra etc. Dificilmente se tem um amigo apenas. Conversamos sobre isso e descobrimos que essa, se pegar, seria a única desvantagem de se celebrar esse sentimento que, ao que tudo indica, fortaleceu-se nesses tempos tão pouco virtuosos de sida e de crise, já que não existe atracção física e não apresenta efeitos colaterais como tormentos de ciúme e fantasias. Mesmo nas rupturas, a dor é menor. A ingratidão de um amigo, ou a traição, às vezes é insuportável, mas nada se compara a uma dor de corno. Um amigo consola a perda de outro, mas perder um amor é um luto sem consolo, pelo menos por muito tempo.
Ler o resto do artigo... |
07.08.2004
|
Enviado por lulu |
Provavelmente é a bebida mais saborosa, estimulante e reconfortante.
A bebida da cordialidade que traduz um gesto de sociabilidade, capaz de criar relações fortes, de amizade, negócios ou políticas.
- Água muito pura, para não alterar o sabor do café.
- Água à temperatura correcta (não deixar ferver, mas simplesmente borbulhar)
- Quantidade certa de café. (Regra geral 2 colheres de sopa de pó de café para 1 chávena de 2 dl).
- Não se esqueçam que a cafeteira de pressão faz um café com mais corpo do que a de filtro.
Na de filtro usem o filtro cónico.
- Para obter um grande sabor com pouco cafeína, usem café arábico, é um pouco mais caro mas tem menos cafeína.
- Servir o café assim que esteja pronto. (Fica mais saboroso e perfumado).
- Quando estiverem a fazer o café juntem uma pequena colher de chocolate em pó ou uma pedra de sal grosso.
- Substitua a colher por um pequeno pau de canela para mexer o café na chávena.
- Não comprem grandes quantidades de café, principalmente moído, pois perde o sabor ao fim de duas semanas.
- Mantenham o café num recipiente hermeticamente fechado e em local fresco.
Aqui fica a minha receita denominada por "momento", (irish coffee) no qual se saboreia uma das coisas simples da vida... assim como tributo a este site...
- 5 cl de Whiskey Irlandês;
- 1 colher a chá de Demerara Sugar (Açúcar Mascavado);
- Café bem quente;
- Natas;
Aquecer previamente o copo com whiskey, deitar o açúcar e o café. Mexer bem. Em seguida verter as natas, suavemente, no topo, sem deixar misturar. Polvilhar com canela (opção).
|
14.08.2004
|
Eduardo Morais
|
Marte às cores
Mais de duas mil páginas detalhando até à exaustão os dois primeiros séculos da colonização do Planeta Vermelho. A trilogia Red Mars, Green Mars, Blue Mars de Kim Stanley Robinson está para mim no mais alto panteão da ficção científica, com deliciosas extrapolações para a nossa própria actualidade. Não será tanto uma novela mas mais uma colecção de relatos na primeira pessoa da colonização de Marte iniciada em 2027, desde o início numa base precária com 100 cientistas até à imigração em grande escala vinda da Terra algumas décadas depois. O que separa estes três livros da comum fantasia futurista é o facto de aqui a ciência tomar realmente o primeiro plano, sendo a ficção baseada numa pesquisa séria sobre o planeta Marte (os livros até incluem mapas), mas sem que o nível de detalhe impeça a formação de uma interessante narrativa. E não só das ciências físicas vivem estas obras, já que a trilogia também tece interessantes considerações sociológicas, políticas e económicas. Duas mil páginas, e é incrível como tanta informãção, além de uma boa história, conseguem ser tão resumidas. Três livros de nota vinte. |
16.08.2004
|
Enviado por CatsilkEnglar |
King Quê?
"King Quê?", apetece-me dizer depois de ter perdido o meu tempo em frente a um ecrã de cinema onde o filme que passava (King Arthur) era deveras convidativo a apreciar os pormenores... da sala em si. As cadeiras não são assim tão confortáveis, a temperatura dentro da sala é acolhedora, fazendo-nos sentir com vontade de dormir ali (não fossem as cadeiras), o espaço entre filas de cadeiras é engraçado, pois obrigamos quem quer que esteja sentado a levantar-se para passarmos (eheh)... And so on...!
Bem, mas voltando ao filme em si: Mau. Muito Mau.
Tendo em conta os longos meses de preparação do filme e a gigantesca aura publicitária que o envolveu, só me sobra a ideia de que eu próprio teria feito MUITO melhor.
Ler o resto do artigo... |
19.08.2004
|
Eduardo Morais
|
Finos que nem um alho
É verdade. Data de 19 de Agosto de 2000 o primeiro artigo que coloquei no Cafeína. Quatro anos de vida para um site que foi acumulando diversas transformações ao longo dos anos - temos mesmo um simulador da primeira versão do Cafeína -, mas que nunca deixou de ser um espaço a roçar as definições de weblog e de fanzine, sempre alimentado a conversas de café, sempre a solicitar o apoio dos leitores. É verdade que a escrita não é tão regular como nos primeiros tempos. O aparecimento de weblogs individuais para alguns dos autores (aqui, aqui), eu incluído, assim como a nossa vida profissional e académica, levaram a alguma dispersão da escrita. Projectos como a fanzine impressa nunca chegaram a ir até ao fim, ficando num estranho limbo. E muitas vezes os comentários aos poucos artigos acabam em verdadeiro pugilato verbal. Sim, as coisas podiam ser melhores. Mas aqui estamos. Apesar de tudo, finos que nem um alho. Apesar de tudo, com um site por vezes descrito como sendo de trás da orelha. E continuaremos. |
20.08.2004
|
Enviado por CatsilkEnglar |
Anjos Do Universo - o filme e o livro (Talvez de culto)
Falo-vos aqui de uma das minhas últimas leituras. "Anjos do Universo" de Einar Már Gudmundsson.
Este livro, que valeu ao autor o Prémio Literário do Conselho Nórdico em 1995, fala-nos de loucura, quotidiano, tradição, enfim, da vida de Páll, nascido no mesmo dia em que a Islândia entrou para a Nato, da sua esquizófrenia, da sua passagem pelo Kleppur, o hospital psiquiátrico de Reikjavík, e dos estranhos seres que aí conhece: Óli Beatle, que se encontra numa roda-viva com os direitos das suas composições musicais e Viktor, imerso na personagem de Hitler e cada vez mais tomado por esta.
Ler o resto do artigo... |
22.08.2004
|
Enviado por zouey |
''A rainha do ferro velho''
Não é costume da sociedade portuguesa ligar muito a cultura de uma maneira geral, o que é um grande défice na minha opinião. Neste caso refiro-me mais concretamente ao Teatro. Fui ver a peça de Felipe La Feria 'A Rainha do Ferro Velho', e recomendo-a com toda a certeza a todos, sejam jovens ou não. não se trata de uma peça aborrecida como muitos podem pensar, a verdade é que é uma comédia bastante engraçada e que acaba por envolver o publico com a historia e a maravilhosa actuação de actores como Maria João Abreu, José Raposo, João Baião, Canto e Castro, assim como outros de igual relevancia.
Ler o resto do artigo... |
28.08.2004
|
Enviado por zouey |
Women on Waves
Sei que é um assunto já bastante falado, principalmente quando alguem é julgado por abortar. O 'barco do aborto' vem por ai, e irá atracar em pouco tempo, ainda me pergunto o que representa este barco para Portugal. É de conhecimento geral que, quem quer fazer um aborto pode simplesmente deslocar-se a Badajoz para o fazer legalmente, porque é que irão estas mulheres embarcar neste barco? Por falta de condições monetarias para se deslocarem a Espanha? Ou para fazer prevalecer os seus direitos de mulher? E os direitos da criança, quem protege? Este barco de origem holandesa, tem como objectivo andar pelos países em que o aborto é proibido e oferecer tratamento abortivo grátis a quem quiser. Desde que as pacientes se encontrem no máximo a seis semanas da gravidez podem, sem complicações e de maneira segura e legal abortar. Para isso basta que este barco se afastar a doze milhas e entre em águas internacionais.
Ler o resto do artigo... |
|
|
Entre Agosto de 2000 e o seu encerramento em Julho de 2005 o Cafeína foi um dos mais populares weblogs portugueses.
Podes consultar todos os artigos aqui colocados durante essa época. Consulta também o Volume 2 (2008-2009).
Por data:
Por membro do staff:
|
Houve um momento em que experimentámos
publicar uma fanzine, fotocopiada como deve ser.
Podem ler e fazer o download
de versões PDF (que não fazem justiça
à xunguice da impressão):
 | Número Zero Agosto de 2001
Desespero Celular; Menos Bófia; O Engate do Lado. |
 | Número 1 Início de 2002
Não me Grite! O Automóvel é uma Droga; Nós Pimba! |
 | Número 2 Final de 2002
Porrada; Notícias Lá de Cima; Dupla Personalidade |
|
|