06.11.2008

Maria João Ruiz

#30

A Sudden Gust of Wind

Aqui escrevo o que ele quer. Ali escrevo o que eu quero.

Aqui porto-me bem, penso e meço as palavras, tento não dar erros e nem entrar em picardias privadas nem tão pouco anunciar a próxima festa da rua de cima. Aqui sou ‘crescidinha’, apesar de ser para sempre a mais ‘novinha’. Aqui vou falar de politiquisses (quando o diabo entrar pela porta da frente e me forçar a tal, pois para isso tenho-o a ele), vou achar que aquela musica é audível (porque ele também o acha (mas se for a ver ele também, e de facto ambos concordamos), só não vou falar da bola, que menina que se preze não gasta tempo nessas coisas (porque para isso temos ele), poderei também dar o jeitinho e contar um conto (mas ele faz isso bem melhor que eu).

Só não me peçam para pontuar palavras. Nem aqui, nem ali.

De qualquer forma fui a ultima a chegar e penso deixar a porta ‘entre-aberta’, nunca se sabe quem virá a seguir (mas se bem me recordo ainda falta alguem…) e o cansaço justifica tal.

Se errar, o senhor da caneta azul trata de emendar. No final de contas é para isso que existem os editores, não?!

On the other hand…

(Falei com o editor e ambos concordamos em reunião lá para os lados das Galerias Paris que seria uma entrada triunfante a minha se optasse por fazer um artigo que cruzasse os senhores de Brokeback Mountain com a Canção do Engate do António Variações.)

Mas já passa das duas da manhã e aqui sou ‘crescidinha’.



18.11.2008

Maria João Ruiz

#33

Miserable Failure (!!!)

Cá está um dos raros casos em que uma imagem vale, de facto,  mais que mil palavras.

e…



25.11.2008

Eduardo Morais

#35


Através do excelente Boing Boing chega-nos este vídeo arrepiante: O senhor Schiff, (que pelo ar da coisa será talvez o único banqueiro do mundo com um par de neurónios), previa em 2006, com brutal exactidão, a brutal recessão que hoje é evidente.

O triste é vermos como o Sr. Schiff era tratado como bombo da festa pelos outros intervenientes no debate, ex-conselheiros do Ronald Reagan (será que o Tribunal Penal Internacional não pode julgar esse animal a título póstumo?…) e afins em poses triunfalistas, que chocam pelo delírio com que se auto-iludem. Desejo a esses senhores eternas noites mal dormidas, e ao Sr. Schiff a minha estima e o desejo que esteja a ter umas agradáveis férias em Barbados, pagas pelo dinheiro de quem soube ir trocar as fichas enquanto era tempo.

Afinal só disse aquilo que quem quis olhar para a a Realidade sempre soube…



Ricardo Duque

#36

Condensado de cafeína (ou sintomas de emigrante)

Cafeína = estimulante. Daqui o significado pareçe desvanecer como um anúnico numa parede.

In London, neste bairro de casinhas de bonecas não há cafés. Só pubs. Cada um na sua esquina estrategicamente colocado. Geralmente equidistantes entre si uns três quarteirões, quebram a monotonia e definem assim comunidades de emborcadores que se distinguem pelas marcas da cerveja: Staropramen, London Pride, Red Stripe, Guinness, Magner, Stella, Leffe
Só há uma regra: se bebes, bebes ao meio litro de cada vez, ou então optas pela versão foninhas que é a meia pint.

Domingo às 4 da tarde no Ten Bells, o pub está pejado de MVD’s (Male Vertical Drinkers conceito criado por holandeses para se referirem aos ingleses). Lá fora e cá dentro, tudo de pint no bico. E elas, claro de gin tónico ou meia pint. Não há lugar para sentar-mo-nos, ficamos de pé algures entre o balcão e o WC com um vaso de cerveja na mão a berrar para manter uma conversa no meio de tanta algazarra alcolémia..
Em Roma sê romano e assim naquele Domingo começa a traição do café de Domingo.

Nos últimos tempos, o ritual de “tomar um café” tal como sempre conheci sofreu um processo drástico de deterioração e instrumentalização. Sim, é um instrumento de trabalho tal como a máquina de calcular que está pousada na minha secretária.
Segunda-feira de manhã às 9.30 chego à minha baía, ironicamente chamada blue bay, não porque o céu está sempre azul e nos sentamos em toalhas de praia sobre a areia, mas porque o mobiliário do escritório é organizado por baías e o nosso projecto se chama assim, Azul.
Ligo o meu DELL, leio os mails NNTO (no need to open) que me escaparam da semana passada. É uma espécie de mercado negro que se foi instituindo na intranet onde o staff tenta vender o que tem e já não quer.

Ler o resto deste artigo...



07.12.2008

Maria João Ruiz

#39

Isto não é censura.

…é simplesmente re-educar pela sugestão. 

A explicação está aqui

(“Seriously, if you could see some of the utter dross that some people search for through Google’ (…) ‘It’s heartbreaking really, given the awesome power at people’s fingertips nowadays”)



O Cafeína regressou em Junho de 2008, com uma nova edição de cerca de cinquenta artigos.

Esta edição durou até Março de 2009. O site foi incapaz de manter, na era da 'Web 2.0', o interesse suscitado pela primeira edição.

Podes consultar todos os artigos aqui colocados durante essa época. Consulta também o Volume 1 (2000-2005).

Por data:

Por membro do staff:






Houve um momento em que experimentámos publicar uma fanzine, fotocopiada como deve ser.

Podem ler e fazer o download de versões PDF (que não fazem justiça à xunguice da impressão):

Número Zero
Agosto de 2001

Desespero Celular;
Menos Bófia;
O Engate do Lado.

Número 1
Início de 2002

Não me Grite!
O Automóvel é uma Droga;
Nós Pimba!

Número 2
Final de 2002

Porrada;
Notícias Lá de Cima;
Dupla Personalidade






Uma produção Eduardo Morais / Asseptic.org
Todos os artigos são da inteira responsabilidade dos respectivos autores.
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