24.12.2008

Eduardo Morais

#46

O aviso trata-se de um auto-plágio descarado, mas julgo que inteiramente justificado numa época de shoppings cheios e lojas vazias…

FESTAS FELIZES!



25.12.2008

Eduardo Morais

#47


Miles Davis e John Coltrane interpretam ‘So What’ - Abril de 1959.

O que é que se faz na Noite de Consoada, após uma dose farta de bacalhau, vinho, e doces? Vem-se para a Net, pois claro. Entre o tentar perceber o que é afinal uma Máquina de Turing (o que, ao melhor estilo Wikipedia, me levava já para uma lista de diferentes versões do MS-DOS), e procurar novidades acerca de um certo programa de pós-produção vídeo, encontrei, como quem não quer a coisa, o vídeo acima mencionado. Considerei-o a prenda de Natal que a Internet deu à minha pessoa:

Miles Davis and John Coltrane play one of the best renditions of SO WHAT ever captured on film. Live in New York, April 2, 1959. Recorded by CBS producer Robert Herridge. Cannonball Adderley had a migrane and was absent from the session. Wynton Kelly played piano—he was the regular band member at this time—but Bill Evans had played on the original recording of “So What” on March 2, 1959. The other musicians seen in the film were part of the Gil Evans Orchestra, who performed selections from “Miles Ahead”. Jimmy Cobb on drums.

O nível é muito alto, mas tive mesmo que partilhar este vídeo.



18.01.2009

Eduardo Morais

#49

Procrastinar

Procrastinar: Deixar para depois o que podia fazer agora. Deixar para amanhã o que podia fazer hoje. Ou já agora para a próxima semana. Ou para quando for oportuno. Ou seja, protelar, coçar os tomates, coçar o escroto, coçar a micose.

A Procrastinação é tramada, não admira que a Preguiça seja um pecado mortal. Arranja sempre uma desculpa:

Vou só acabar de ver isto que comecei ainda agora a ver na televisão. Vou é buscar um iogurte ao frigorífico. Vou só espreitar o mail. E já que estou online, o Cafeína. E o outro lado do espelho. E os meus feeds. E ainda, se a mulher da minha vida não estará entre os ‘recommended friends’ do Facebook.

Pronto. Vou trabalhar. É cuspir qualquer coisa para o Twitter e estarei pronto.

Trinta segundos depois:

Lá está a besta do vizinho a bater com a porta da rua e a falar alto nos corredores. A rua está pavimentada a ‘paralelo’, ouvem-se muito os carros. O computador faz barulho. Vou é pôr música.

Descubro que muitos dos álbuns na minha biblioteca de música não têm capa. Sinto uma necessidade imensa de corrigir este problema.

Duas horas depois:

Tenho que escrever isto no Twitter. Bem já agora deixa ir ao Facebook. E ao Cafeína. Pois é, falo muito mas devia saber algo mais sobre o John Coltrane. Wikipedia.

Quatro horas depois:

Vou definitivamente trabalhar. Maldita procrastinação! Que, pensando bem, é a mãe de todas as invenções. O tipo que inventou a fotocopiadora perdeu várias décadas da sua vida a tentar não ter que copiar coisas à mão.

Olha, boa frase. Vou é escrever no Cafeína. O trabalho pode ficar para a seguir.

Depois dos Simpsons, do jantar, e do Bruno Aleixo…



01.03.2009

Eduardo Morais

#50

Acabar com um casamento (gay)

Este será o último artigo da louca história do Cafeína, tal como o conhecemos - um weblog - desde o longínquo mês de Agosto de 2000. Para breve fica prometido um novo site e uma surpresa. Os arquivos, no entanto, permanecerão acessíveis mesmo depois da transformação.

Muito tem sido escrito e debatido ultimamente acerca do casamento entre homossexuais ou, para os mais susceptíveis, pessoas do mesmo sexo. Eu quero deixar a minha posição bem clara: sou completamente a favor do casamento homossexual, e completamente a favor da adopção por homossexuais. Em contrapartida reclamo o meu direito, enquanto homem heterossexual, de poder exercer um relativo interesse por decoração de interiores livre de qualquer associação a outro clube. Afinal o que se assemelha mais com a montagem de mobília IKEA: fazer Mecanos ou brincar com Barbies? Os gays podem reter o exclusivo dos pullovers cor de rosa. Isso sim, é coisa de paneleiros.

Mas voltando ao tema principal deste artigo: A igualdade entre orientações sexuais no direito ao casamento é um direito humano fundamental - negado aos heterossexuais. Os gays querem safar-se da parte chata das relações, mas nós não o permitiremos mais! Gays e lésbicas também merecem domingos à tarde a apanhar intermináveis episódios do Lost e do Prison Break com o/a companheiro/a. Não pode ser só festa e orgias na sauna. Carreguem conosco o fardo, irmãos fanchonos e irmãs camionas!

Quem está contra o casamento homossexual? Um certo tipo de pessoa que diz que a homossexualidade é uma escolha. E é evidente que isto é uma enorme falsidade. Quando estou com uma namorada e há outro decote que não o dela no meu campo de visão, dava jeito que a homossexualidade fosse uma escolha que eu pudesse fazer por uns breves momentos. Mas como diz George Costanza a Jerry Seinfeld: “whenever there’s a cleavage, you have to look at the cleavage”. Não há escolha que supere aquilo que se é realmente. Penso que isto revela algo acerca de quem diz que escolheu não ser gay.



O Cafeína regressou em Junho de 2008, com uma nova edição de cerca de cinquenta artigos.

Esta edição durou até Março de 2009. O site foi incapaz de manter, na era da 'Web 2.0', o interesse suscitado pela primeira edição.

Podes consultar todos os artigos aqui colocados durante essa época. Consulta também o Volume 1 (2000-2005).

Por data:

Por membro do staff:






Houve um momento em que experimentámos publicar uma fanzine, fotocopiada como deve ser.

Podem ler e fazer o download de versões PDF (que não fazem justiça à xunguice da impressão):

Número Zero
Agosto de 2001

Desespero Celular;
Menos Bófia;
O Engate do Lado.

Número 1
Início de 2002

Não me Grite!
O Automóvel é uma Droga;
Nós Pimba!

Número 2
Final de 2002

Porrada;
Notícias Lá de Cima;
Dupla Personalidade






Uma produção Eduardo Morais / Asseptic.org
Todos os artigos são da inteira responsabilidade dos respectivos autores.
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