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25.11.2008
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Eduardo Morais
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Através do excelente Boing Boing chega-nos este vídeo arrepiante: O senhor Schiff, (que pelo ar da coisa será talvez o único banqueiro do mundo com um par de neurónios), previa em 2006, com brutal exactidão, a brutal recessão que hoje é evidente.
O triste é vermos como o Sr. Schiff era tratado como bombo da festa pelos outros intervenientes no debate, ex-conselheiros do Ronald Reagan (será que o Tribunal Penal Internacional não pode julgar esse animal a título póstumo?…) e afins em poses triunfalistas, que chocam pelo delírio com que se auto-iludem. Desejo a esses senhores eternas noites mal dormidas, e ao Sr. Schiff a minha estima e o desejo que esteja a ter umas agradáveis férias em Barbados, pagas pelo dinheiro de quem soube ir trocar as fichas enquanto era tempo.
Afinal só disse aquilo que quem quis olhar para a a Realidade sempre soube… |
08.12.2008
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Eduardo Morais
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As antigas normas de higiene Sem nada melhor para fazer que ler pela enésima vez os arquivos do Cafeína, encontrei este artigo do Alexander onde são colocadas algumas questões pertinentes acerca da razoabilidade de certas passagens da Bíblia, nomeadamente o controverso Livro do Levítico, que recomenda punições de certo modo desagradáveis (como por exemplo a lapidação) para comportamentos aparentemente inofensivos, tais como tocar na pele de um porco, comer marisco ou praticar a sodomia. São ideias, portanto, do mais bárbaro e do mais retrógrado que há, certo?
Pois bem, eu cá acho que o Livro do Levítico é a parte da Bíblia que até está certa. É que se tudo começa, parafraseando Iain Banks, com um doente esquizofrénico que afirmava que um arbusto flamejante lhe disse para matar o filho (sendo assim uma espécie de Son of Sam do mundo antigo), já a tal subestimada parte do Levítico é perfeitamente racional, pois estou convencido que o Livro seria uma colecção de conselhos sobre higiene (cuja discordância implicava a morte às mãos de uma multidão em fúria, mas isso são pormenores).
Por exemplo, aquilo do marisco: Hoje sabemos que as coisas que vivem na água têm o potencial para causar umas intoxicações alimentares lixadas. Ainda com todas as normas e fiscalizações, comer mexilhões e ameijoas é arriscar um pouco. Não admira assim que um Rei antigo, perante um surto de diarreia entre os frequentadores de uma certa marisqueira em Tel Aviv, tenha optado por mandar massacrar todos os envolvidos, já que na altura a Medicina estava pouco desenvolvida e a Morte era mesmo o melhor remédio. A questão da carne de porco será aliás a mesma. Numa palavra: salmonelas.
Quanto à questão melindrosa da homossexualidade: era, de facto, uma abominação. Basta pensar que à época o papel ainda não tinha sido inventado, muito menos o higiénico. Ou, por outras palavras: bactérias comedoras de carne. Se somarmos o facto de que nesses tempos antigos pensava-se que tomar banho fazia mal, o que é de admirar é que ainda existisse qualquer tipo de sexualidade. Julgo aliás, que a heterossexualidade só não foi uma abominação punida com a morte porque lá iam aparecendo uns bebés pelo meio das doenças venéreas e do pus.
Sendo um texto com mais de duas dezendas de séculos, há muitas imprecisões no Levítico: não cortar o cabelo não é a melhor solução para os piolhos e para as carraças. Queimar um touro no altar (ou em qualquer outro sítio), não é um cheiro apenas agradável para o Senhor - é-o para todos os apreciadores de churrasco, pelo que quem vê mal não se deve aproximar dos templos, não vá confundir um sacerdote com um empregado de mesa - o que os sacerdotes levam a mal.
Pelo menos, aqui não há truques de ilusionismo nem trips induzidas por pão de centeio fora do prazo. É tudo completamente racional. Muito pouco informado, mas racional… |
16.12.2008
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Eduardo Morais
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Caminhando sobre brasas Ainda foram quarenta os artigos publicados na nova encarnação do Cafeína antes de chegar este (porventura tardio) momento, mas como muitas - demasiadas - vezes antes aqui está: um maldito meta-artigo. Isto porque o Cafeína está de facto em chamas, muito devido a uma falta de intervenção editorial mais decisiva da minha parte em certos momentos no passado, que levou a que certas percepções equivocadas acerca do que este Projecto é pudessem agravar-se.
A palavra-chave é precisamente Projecto. O Cafeína foi um dos primeiros weblogs portugueses, provavelmente o primeiro a ter, à sua maneira, um livro de estilo, e provavelmente também um dos primeiros a convidar activamente qualquer pessoa a enviar artigos de acordo com estas regras, que seriam de qualquer modo revistos e seleccionados antes da sua publicação (evidentemente, basta pensar na palavra ‘spam’). No entanto, o Cafeína foi sempre um Projecto pessoal da minha parte, pois foi pessoal a iniciativa, e pessoais foram também todas as centenas (milhares?) de horas gastas ao longo dos anos a construir e a aperfeiçoar este site. O Cafeína nunca foi, todavia, um Serviço.
Ora num Projecto destes fez todo o sentido procurar amigos de confiança e talento e dizer-lhes:
“Quando quiseres ir lá deixar coisas, tens aqui a chave. Mas por favor deixa tudo limpo, olha que há desconhecidos a visitar o sítio constantemente.”
Tal como quando empresto as chaves de casa a um amigo não quero descobrir que ele urinou no tal tapete que compunha bem a sala, quando empresto a password de uma publicação que ao longo dos anos criou um estilo, uma tradição, um público e expectativas, espero um pouco de cuidado e reverência - no caso não a mim, entenda-se!, mas relativamente ao Projecto em si.
Nunca esquecer que a Grande Ideia do Cafeína, aquilo que para mim foi justificando o esforço e muitas chatices que poderia ter evitado da forma mais simples - fazendo aqui um puro weblog pessoal - foi a criação de uma Publicação. Ler o resto deste artigo... |
19.12.2008
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Eduardo Morais
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Acerca do Bagaço Acerca do anterior artigo, a própria autora questionou-me se eu estaria no meu perfeito juízo ao aprovar tão ilustrativo poio no espaço mais nobre do Cafeína. Eu respondi que sim, justificando com o facto do Cafeína ser um espaço de vocação cultural, e esse Professor Herrero, cuja obra admito desconhecer, parecer ser uma sugestão interessante. Espero, aliás, que o Professor Marcelo recomende o tal “Cagalhão na Tola” a qualquer momento.
Aproveito, já agora, para recomendar “Estrume - Miscelânea sobre o Outro, o Estranho e o Repugnante”, de Miguel Clara Vasconcelos e Nuno Mourão, uma edição Teatro Não em 2004, com o depósito legal número 216791/04.
Existe todavia uma segunda motivação para a minha decisão de manter a supracitada imagem, e ter prestado todo o apoio técnico à sua inclusão. A fétida e malcheirosa presença requer obviamente uma descarga do autoclismo, e sendo a palavra a água que corre neste site, isto requer um esforço redobrado na produção de texto, e é por isso que vos escrevo nesta prosa bastante chata e irritante, como quem escreve uma tese sobre Derrida ou coisa do género.
Aliás,
também
posso
fazer
batota
e
escrever
uma
palavra
por
linha
o
que
é
extremamente
irritante
para
o
leitor
e
por
isso
vou parar.
Mas hoje queria falar sobre Bagaço. Não o split, mas acerca do ‘cheirinho’ propriamente dito, que a fazer fé na Wikipedia “é um dos subprodutos da indústria da cana, assim como a sacarose e a palha, e é constituído por celulose, hemicelulose e lignina”, o que não me parece lá muito bem pois soa demasiado industrial. Talvez seja por isto que presumo que o Bagaço seja a principal matéria prima de toda a panóplia de bebidas alcoólicas ‘Made in Valongo’, populares na confecção de shots, e que realmente parecem e sabem a Bagaço com corante e um maior ou menor grau de adoçante.
Uma das coisas que mais prezo no meu dia é o momento do café a seguir ao almoço. Ler o resto deste artigo... |
24.12.2008
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Eduardo Morais
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O aviso trata-se de um auto-plágio descarado, mas julgo que inteiramente justificado numa época de shoppings cheios e lojas vazias…
FESTAS FELIZES! |
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O Cafeína regressou em Junho de 2008, com uma nova edição de cerca de cinquenta artigos.
Esta edição durou até Março de 2009. O site foi incapaz de manter, na era da 'Web 2.0', o interesse suscitado pela primeira edição.
Podes consultar todos os artigos aqui colocados durante essa época. Consulta também o Volume 1 (2000-2005).
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