A Sudden Gust of Wind

Aqui escrevo o que ele quer. Ali escrevo o que eu quero.
Aqui porto-me bem, penso e meço as palavras, tento não dar erros e nem entrar em picardias privadas nem tão pouco anunciar a próxima festa da rua de cima. Aqui sou ‘crescidinha’, apesar de ser para sempre a mais ‘novinha’. Aqui vou falar de politiquisses (quando o diabo entrar pela porta da frente e me forçar a tal, pois para isso tenho-o a ele), vou achar que aquela musica é audível (porque ele também o acha (mas se for a ver ele também, e de facto ambos concordamos), só não vou falar da bola, que menina que se preze não gasta tempo nessas coisas (porque para isso temos ele), poderei também dar o jeitinho e contar um conto (mas ele faz isso bem melhor que eu).
Só não me peçam para pontuar palavras. Nem aqui, nem ali.
De qualquer forma fui a ultima a chegar e penso deixar a porta ‘entre-aberta’, nunca se sabe quem virá a seguir (mas se bem me recordo ainda falta alguem…) e o cansaço justifica tal.
Se errar, o senhor da caneta azul trata de emendar. No final de contas é para isso que existem os editores, não?!
On the other hand…
(Falei com o editor e ambos concordamos em reunião lá para os lados das Galerias Paris que seria uma entrada triunfante a minha se optasse por fazer um artigo que cruzasse os senhores de Brokeback Mountain com a Canção do Engate do António Variações.)
Mas já passa das duas da manhã e aqui sou ‘crescidinha’.
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